Um sonho que se tornou pesadelo. Promessas de um casamento e uma vida confortável levaram a modelo capixaba Chrystiane Vasconcellos, 32, a Cingapura, em 2016. Ela viajou acompanhada do namorado e do filho deles.
A modelo de renome internacional que nasceu em Novo México, Vila Velha, foi morar em Nova Iorque, nos Estados Unidos, ainda bem jovem em 2008, atrás de se realizar profissionalmente. Lá, em 2013, conheceu o ex-parceiro, um australiano de 38 anos. Em 2016, iniciaram o relacionamento. O nome dele não foi revelado a pedido da própria modelo.
Com uma viagem para os países asiáticos e apenas dois meses juntos, eles tiveram um filho, o pequeno Daniel, hoje com 1 ano e três meses. O que ela não esperava é que a gravidez se tornasse um pesadelo.
“Ele queria que eu abortasse. Era totalmente um abuso mental que eu sofria. Ele queria me fazer desistir da gravidez”, disse.
A situação dramática estava longe do fim. O ex-parceiro a convidou para morar em Cingapura. Ela confiou nele, mas não sabia que seria o começo dos seus problemas.
“Quando cheguei, desde o começo ele me abandonou. Descobri que tinha uma gravidez de risco e ele nem se importou. Só queria festa, balada e muita bebida”, contou.
Os problemas só foram aumentando. “O ápice foi quando o vi usar cocaína na sala, com nosso filho no apartamento. Chorei muito, e ele falava que se eu voltasse para o Brasil ia chamar a polícia, e eu não tenho nada aqui”, relatou.
A modelo possui dupla cidadania, brasileira e americana, mas não pode trabalhar porque possui apenas o visto de turista prolongado em Cingapura, mesmo o filho tendo nascido lá. Agora separados, ela está lutando na Justiça para voltar ao Brasil com o pequeno, porém não está conseguindo.
“Já gastei mais de 20 mil dólares (R$ 81 mil) com advogados e documentação para conseguir voltar e nada. Meu dinheiro está acabando e já não sei o que fazer. Moro de favor no apartamento dele. Estou sem meus passaportes”, contou chorando.
Ontem, ela recebeu uma carta dizendo que a pensão irá diminuir, mas o que ela só quer é paz.
“Eu ganho dele 4 mil dólares (R$ 16,2 mil). A embaixada não está me ajudando. O meu ex está ameaçando pegar o meu filho e estamos com um processo judicial em andamento. Tenho risco de perder a guarda”, disse.
