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O morador em situação de rua, de 48 anos, agredido por um personal trainner, após ser flagrado dentro de um carro tendo relações sexuais, com a mulher do profissional, 31 anos, no último dia (09), em Planaltina, no Distrito Federal, falou sobre o caso e se defendeu das acusações de que teria abusado da mulher. Segundo ele, foi ela quem o abordou.
Em entrevista ao site Metrópoles, o homem falou sobre o caso e disse que não se arrependeu de ter tido relações sexuais dentro de um carro, com a esposa do personal. De acordo com ele, “não fez nenhum mal” para ser agredido pelo profissional. “Ele expôs a vida dele e a vida dela. Eu acho que ele pensou tudo errado, eu não fiz nenhum mal para ser agredido, agora, as mentiras têm que se calar. (…) Um inocente não pode pagar, eu já estou sofrendo demais”, falou o morador de rua em entrevista ao Metrópoles.
Ele continuou a entrevista falando detalhes de como tudo aconteceu e negou que tenha cometido qualquer abuso contra a mulher. Ele ainda condenou a exposição do caso e disse que inicialmente negou os pedidos da mulher “para namorar”, mas que acabou aceitando após ela convidá-lo a entrar no carro. “Não posso me arrepender porque não posso voltar atrás, se eu pudesse eu não olharia para trás, para aquela voz doce e suave falando: ‘moço, moço, moço'”, declarou
Durante a entrevista, o morador de rua contou que no momento que foi abordado pela mulher do personal, estava indo se encontrar com alguns amigos em uma praça da capital federal, quando se deparou com duas mulheres, uma delas com a Bíblia nas mãos. Ele então pediu para que elas orassem por ele, após isso, o homem seguiu caminho, até ser novamente interrompido. “Eu estava andando por trás do estacionamento da rodoviária quando ouço vozes: ‘moço, moço, moço, ei, moço’. Mas a voz insistiu, quando eu olhei era uma moça lindíssima demais. Perguntei se era comigo, gesticulei, ela confirmou e pediu: ‘espera aí'”, afirmou ele ao Metrópoles. “A moça veio até mim e disse: ‘eu quero namorar com você’. Eu olhei pra ela e disse: ‘moça, eu sou morador de rua, só tô bem vestido’. ‘Não, eu quero namorar com você’. Eu respondi: ‘moça, eu não tenho dinheiro. ‘Não quero dinheiro’, ela disse, ‘eu quero namorar com você'”, descreveu o homem em situação de rua.
Segundo ele, continuou a negar o pedido e disse à mulher que não tinha dinheiro “nem para pagar um hotel”, mas ela teria insistido, propondo: “não pode ser no meu carro?”. “Então eu disse: ‘bom, agora você me calou’. Se você nunca calou um homem, você calou agora”, afirmou. “Entramos no carro, começamos a conversar, mostrei a foto da minha filha, documentos meus, e depois de um tempo quando terminamos de conversar eu disse pra ela: ‘Se você me quer, me leve para algum lugar'”, disse ele, justificando que desejava evitar a região da rodoviária, mais movimentada.
O morador de rua negou que a mulher tivesse tentado interromper a relação e após um tempo no carro, ele relatou que o personal e flagrou os dois e já começaram as agressões. “Do nada, uma mão deu um murro na janela da porta do motorista, o vidro estraçalhou, mas pela película não quebrou. Ela só deitou no outro banco, sem expressar reação. Recebi uma sessão de socos tão violenta, minha única alternativa foi sentar no banco e abrir a porta. A pessoa atravessou o carro, eu fiquei de pé e ele veio. Eu só vi mãos”, descreveu.
O homem contou ainda que pensou que estava sendo vítima de uma armadilha, em uma possível vingança por ter ajudado uma outra mulher vítima de atropelamento, nos arredores de uma auto-escola da cidade. Mas logo percebeu que não era essa a situação. “Eu estava mais preocupado era se o cara quisesse fazer algum mal pra gente, mas quando vi que ele era incapaz de fazer mal a ela, eu pedi minha roupa”, justifica.
“Eu nunca rolei no chão, eu saí pelado, de pé, fui agredido quando abri a porta e troquei socos, eu não considero agressão. Nós trocamos socos até que ele parou, sem nenhuma palavra”.frisou
Após o caso, o personal disse em entrevista ao Metrópoles reconheceu que havia “surtado” ao ver a mulher no carro com morador , mas defendeu que seu “único objetivo era de preservar a vida” da esposa, pois, segundo sua percepção, ela estaria sofrendo um “abuso” durante um surto psicótico.