Confinada no quarto, usando máscara e com cinco membros da família monitorados pela equipe de saúde da prefeitura. Assim está vivendo a moradora de Vila Velha, de 37 anos, primeiro caso confirmado de coronavírus no Estado.
A paciente recebeu ontem a visita da equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Vila Velha, incluindo uma médica infectologista.
A reportagem apurou junto à pasta que a mulher apresentou quadro de melhora, mas ainda está com tosse.
Cinco pessoas da família dela – marido, filha, mãe, pai e irmão – estão sob monitoramento. Apesar disso, nenhum deles apresentou qualquer sintoma. Por isso, podem circular normalmente pelas ruas.
Os parentes estão orientados a manter a Prefeitura de Vila Velha informada. Em caso de piora, devem procurar um serviço de saúde, seja público ou privado.
À reportagem, o prefeito Max Filho disse que o município vai seguir o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde.
“A população precisa fazer higienização nas mãos. O preço da liberdade é a nossa constante vigilância. E a vigilância no asseio vai nos garantir a liberdade desse vírus”.
Itália
A moradora de Vila Velha viajou para a Itália entre os dias 10 e 20 de fevereiro, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. No dia 22 de fevereiro, já de volta, ela passou a sentir sintomas como febre, coriza, dores e diarreia. Dois dias depois, foi atendida, internada e isolada num hospital particular canela-verde. No dia 4, saiu da internação para o isolamento domiciliar em que se encontra atualmente.
Os 500 kits de exames do coronavírus que prometem entregar o resultado em até seis horas, segundo o coordenador-geral do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), Rodrigo Rodrigues, estão sendo aguardados. A expectativa era que chegassem ontem.
Procurada, a Fundação Oswaldo Cruz manteve resposta anterior, de que em até duas semanas os kits devem chegar ao Estado.
