
O principal argumento contra o projeto de ampliação é de que ele prevê desapropriação e limitação de terrenos particulares em até 15 bairros. Entre Santa Martha, onde tem início a Serafim Derenzi, e Santo Antônio, no fim da via, estão diversas casas, lojas, supermercados e igrejas. Um dos locais afetados seria o tradicional Campo do Lolão, em São Cristóvão.
Além das desapropriações, a lei também pode restringir o uso e a ocupação dos terrenos que margeiam a rodovia.
A proposta do Conselho Popular foi acolhida pela Comissão de Políticas Urbanas, da Câmara Municipal, que vai levar a mudança para votação no dia 27 de março. “Por ser um tema muito polêmico, também estamos ouvindo especialistas da área jurídica. Queremos verificar a constitucionalidade da proposta de ampliação para votar com mais argumentos”, afirmou o vereador Mazinho dos Anjos.
O presidente da Associação de Moradores da Ilha das Caieiras, Alan dos Santos, é favorável a melhorias na via para atender pedestres e ciclistas, mas é contra a ampliação. “Sou contra porque ela prevê desapropriação. Além disso, o bairro não suporta uma rodovia mais ampla, o que abre brecha para o tráfego de veículos grandes”.
Já o presidente da Comissão de Políticas Urbanas, vereador Davi Esmael, afirma que a ampliação é importante e necessária. “Podemos discutir ajustes na proposta, mas a cidade de Vitória precisa de uma solução para o problema de mobilidade na região de São Pedro. Mas, independente do projeto, desapropriação sempre vai existir”, afirmou o vereador.
