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ESTADO DE ABANDONO

Moradores dão sugestões para 217 imóveis no Centro

São prédios, casas e terrenos em estado de abandono em Vitória e que poderiam ser usados para moradias e até comércios

Prédio sem utilização na Avenida Princesa Isabel, no Centro, é um retrato do cenário de abandono na região

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Um estudo feito por estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faesa concluiu que o centro de Vitória possui 217 imóveis em estado de abandono. São casas, prédios e terrenos sem nenhum tipo de utilização. 

A partir disso, moradores sugerem que esses espaços sejam aproveitados como moradias populares e comércios. 

Presidente da Associação de Moradores do Centro de Vitória, Lino Feletti considera a moradia popular como prioridade. “O Centro tem a infraestrutura, com unidades de saúde, escolas e comércio, que todo bairro necessita. Ao invés de investirem em outros terrenos, podem fazer moradias aqui”.

O projeto realizado pela Faesa, em parceria com a prefeitura de Vitória, identificou prédios, casas e terrenos de propriedade pública e privada. Ao todo, 1.618 imóveis foram mapeados durante oito meses por uma equipe de sete alunos da faculdade.

O total de 217 imóveis ociosos representa um aumento de 70% em relação a um levantamento feito em 2019. A professora Viviane Pimentel afirma que a pandemia contribuiu para essa crescente.

“Muitos comércios fecharam durante a pandemia, principalmente na Avenida Jerônimo Monteiro, onde os valores do aluguel são mais caros”.

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, reitera que a fase mais aguda da pandemia trouxe o fechamento dos comércios, gerando desemprego e queda de renda. 

“O desafio é que esses imóveis sejam ocupados de novo por estabelecimentos. Temos também a questão da moradia. No início da Jerônimo Monteiro, será instalado um condomínio residencial e a região vai sofrer uma intensa transformação”.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Marcelo de Oliveira, destacou os projetos de requalificação do Centro, como os polos gastronômicos das ruas Gama Rosa e Sete de Setembro, bem como a restauração do Mercado da Capixaba.

“A nossa alegria é reconectar a cidade com diálogo entre a prefeitura, academia e a comunidade. Com esse diagnóstico, vamos tomar decisões assertivas para resgatar o protagonismo do Centro”.


SAIBA MAIS


O estudo

  • O Projeto de Extensão “Trajeto Cidade – Imóveis em Abandono: Mapa da Ociosidade no Centro de Vitória/ES”, feito pela Faesa, em parceria com a Prefeitura de Vitória, concluiu que o centro da capital possui 217 imóveis em estado de abandono. 
  • Dos 217 imóveis, 90 são lotes edificados subutilizados, 119 imóveis são lotes edificados sem uso e oito são não edificados, sendo seis vazios e dois utilizados como estacionamento para veículos.
  • Ao todo, foram 1.618 imóveis identificados durante oito meses de mapeamento, feito  por uma equipe de sete alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faesa.
  • O total de 217 imóveis ociosos representa um aumento de 70% em relação a um levantamento feito em 2019, que apontou um total de 127 imóveis abandonados ou em subutilização.

Metodologia

  • A coleta de dados foi feita pelos alunos, que colheram fotos e fichas de levantamento contendo informações sobre os imóveis, como o tipo de uso que era feito no local e o número de pavimentos, além de entrevistas com moradores, comerciantes e visitantes do centro de Vitória.
  • Os alunos do projeto de extensão produziram, ao final das pesquisas, o volume final do relatório.
  • O Mapa da Ociosidade revela um número significativo de imóveis sem uso ou subutilizados, principalmente na avenida Jerônimo Monteiro, Rua Sete de Setembro e na Cidade Alta.

Sugestões dos moradores

  • Em reunião com a Associação de Moradores do Centro de Vitória, a principal expectativa está no uso por moradia popular.
  • Também foram sugeridas  a restauração de imóveis para  uso cultural,  incentivo fiscal e crédito facilitado para uso comercial e institucional, além da requalificação da Avenida Jerônimo Monteiro com retirada da fiação aérea e tratamento das fachadas.

O que diz a prefeitura

  • De acordo com o secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Marcelo de Oliveira, são R$ 35 milhões já aplicados ou em fase de contratação para obras no Centro.
  • Entre as obras previstas e aquelas que estão em andamento, estão a reforma da Escola São Vicente, a restauração do Viaduto Caramuru, a requalificação do Mercado da Capixaba, além da instalação dos polos gastronômicos das ruas Gama Rosa e Sete de Setembro.
  • O prefeito Lorenzo Pazolini citou a importância da ocupação comercial e por moradia.

Fonte: Faesa e Prefeitura de Vitória.

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