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Moradores pedem ajuda da PM para acabar com festas clandestinas

É notório que o Estado vem mudando de cor a cada semana, com o amarelo se destacando no mapa de risco e a vacinação contra a Covid-19 avançando, mas ...

Policiais foram chamados após denúncia de festa e aglomeração em uma casa na Mata da Praia, em Vitória

Última atualização

É notório que o Estado vem mudando de cor a cada semana, com o amarelo se destacando no mapa de risco e a vacinação contra a Covid-19 avançando, mas um fato tem causado preocupação na pandemia: as aglomerações e festas clandestinas.

Obrigados a conviver com essa situação, moradores têm pedido ajuda da polícia, da Guarda Municipal e de fiscais dos municípios para acabarem com festas irregulares e badernas na Grande Vitória.

Uma casa de luxo na Mata da Praia, em Vitória, tem sido motivo de dor de cabeça para os moradores da região. No imóvel, festas clandestinas vêm sendo realizadas desde março, como conta o aposentado Sérgio do Nascimento Lucas, de 60 anos.

Policiais foram chamados após denúncia de festa e aglomeração em uma casa na Mata da Praia, em Vitória (Foto: Divulgação)“No último fim de semana, ocorreram três festas, de sexta a domingo. Ontem (domingo) a fiscalização esteve lá, após denúncias, mas como não é estabelecimento comercial, não interditaram nem nada. Só fizeram BO (boletim de ocorrência) porque não tinha como notificar pelo CNPJ. São muitas famílias prejudicadas com esse transtorno”, reclamou Sérgio.

Festas clandestinas realizadas em marinas no Canal de Camburi (Pontal de Camburi e bairro Santa Luíza) também têm tirado o sono.

Vizinha de uma das marinas, em Santa Luíza, uma assistente financeiro, de 37 anos, disse não aguentar mais lidar com as festas realizadas, especialmente aos finais de semana, que rolam até a madrugada, com som alto, aglomeração e outros problemas.

“Já liguei para a polícia três vezes, e várias vezes para o Disque-Silêncio da prefeitura. A fiscalização chega, a festa dá uma trégua, mas depois que os policiais e fiscais vão embora, tudo recomeça”.

Na capital, moradores do Centro, principalmente da região da Rua Sete, Jardim da Penha (Rua da Lama), Jardim Camburi, Praia do Canto e região da Grande São Pedro, também têm feito denúncias, segundo o tenente-coronel  Scharlyston Paiva, comandante do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

Ele conta que o problema está presente em outros locais onde a fiscalização atua por meio de denúncias e investigações do serviço de inteligência das forças, a exemplo da orla de Vila Velha, Itaparica, Alvorada, Retiro do Congo, onde sítios estão sendo alugados para realização de festas clandestinas.

Fiscalização intensificada de quarta até domingo

Embora atue todos os dias da semana, as fiscalizações têm sido intensificadas de quarta-feira a domingo, como destaca o tenente-coronel Scharlyston Paiva, comandante do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

“Estão permitidos nas cidades de risco moderado os eventos sociais, como aniversários, casamentos, mas com capacidade limitada e seguindo os protocolos estabelecidos. Não estão liberados shows, pagodes, festas desordenadas, pessoas sem máscaras. A pandemia não acabou, não podemos baixar a guarda”.

Em Vila Velha, no fim de semana, foram encerradas três festas clandestinas. Na noite de sexta para madrugada de sábado, um bar na Praia da Costa, com cerca de 100 clientes, foi notificado pela Vigilância Sanitária e Posturas, e fechado.

Organizadores de uma festa em Ulysses Guimarães, com previsão de 1.000 pessoas, divulgaram o endereço uma hora antes do início para burlar a fiscalização. Mas, a inteligência da Guarda Municipal apontou o local. A festa não aconteceu.

No sábado e madrugada de domingo, outros dois locais foram fiscalizados. Em Ponta da Fruta, uma festa clandestina, divulgada por redes sociais, não ocorreu. Já na Glória, a abordagem a um baile do Mandela foi no início, com 70 pessoas.

Na Serra, a fiscalização esteve em 30 estabelecimentos, realizou 16 notificações, apurou quatro denúncias de festas clandestinas e fechou cinco estabelecimentos.

Em Vitória, na noite de sábado, 41 estabelecimentos foram vistoriados e 14 tiveram as atividades paralisadas por causa de aglomeração, entre os quais uma festa no Ilha Shows, na Praia do Canto.

O Ilha Shows esclareceu que a casa estava arrendada para uma empresa explorar o espaço nos moldes de bar e restaurante, exigindo, em contrato, as medidas de segurança como mesas e cadeiras para todos e distanciamento.

A casa informou que repudia qualquer tipo de aglomeração e, pelos problemas apresentados, não mais deixará a exploração de terceiros, cuidando a partir de agora de qualquer abertura.

Disse ainda que a fiscalização compareceu ao local constatando que havia mesas e cadeiras e a obrigação de entrada com máscara. “Por se tratar de um espaço amplo, a imagem em questão superestima o verdadeiro público, não mostrando que todo o restante da área encontrava-se vazia. Lamentamos o ocorrido e tomaremos todas as medidas para, em próxima abertura, aumentarmos o rigor, o distanciamento e a redução ainda maior de participantes”.


SAIBA MAIS


Estado

Fiscalizações

  • De março até junho: 22.600 abordagens foram realizadas em bares, restaurantes, festas clandestinas, marinas, entre outros pontos, sendo 8.230 na Grande Vitória.

Autuações

  • Além de multas, que variam de acordo com cada cidade e flagrante, há casos em que os responsáveis que descumprem as regras de segurança respondem pelo artigo 268, do Código Penal: “Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. Pena: detenção, de um mês a um ano, e multa”.

Vitória

Fiscalizações

  • Neste ano, foram realizadas 1.900 abordagens. Na noite de sábado, 41 estabelecimentos foram vistoriados e 14 tiveram as atividades paralisadas por causa de aglomeração.

Denúncias

  • Pelos telefones 156, 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque-Denúncia).

Vila Velha

  • No fim de semana, foram encerradas três festas clandestinas.

Fiscalizações

  • Desde 18 de março, 17 festas ou eventos clandestinos foram encerrados e 55 estabelecimentos flagrados funcionando sem autorização, com aglomeração. Todos receberam orientação e notificação, sem multa.

Denúncias

  • Podem ser feitas nos telefones 162 (Ouvidoria) ou 3219-9929 (Central da Guarda Municipal).

Serra

Fiscalizações

  • No último fim de semana, além de organizar barreiras sanitárias em diversos pontos da cidade abordando 173 veículos com 246 pessoas, a fiscalização visitou 30 estabelecimentos e realizou 16 notificações, apurou 4 denúncias de festas clandestinas e fechou 5 estabelecimentos.

Denúncias

  • Disque-Silêncio: 99951-2321 (quinta-feira, das 18 à 0h / sexta-feira a domingo, das 16 às 2h).

Cariacica

  • No último fim de semana, a prefeitura realizou fiscalização visando impedir festas clandestinas e aglomeração. Estabelecimentos receberam orientações, houve cinco notificações e foram lavrados seis autos de infração, sendo em três bares e restaurantes, e três casas de shows.
  • Balanço deste ano: 19 estabelecimentos notificados, 13 multados, 76 fechados no ato da fiscalização e 75 orientados sobre o funcionamento.

Denúncias

  • Eventos clandestinos: 0800 283 9255, de 2ª a 6ª, das 12 às 6h e aos fins de semana (24h). Já aglomerações pela Ouvidoria Municipal no 162, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, ou pelo 0800 283 9255.

Fonte: Corpo de Bombeiros e prefeituras.

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