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A situação da água potável não está agradando vários moradores da Serra. Com gosto e odores ruins, pessoas estão se mostrando insatisfeitas.
No dia 6 de março, foi realizada uma reunião da Comissão de Infraestrutura na Assembleia Legislativa em que líderes comunitários de alguns bairros relataram que a água fornecida estava imprópria para o consumo.
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Representantes da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), empresa responsável pelo fornecimento de água na Serra, também marcaram presença.
O líder comunitário de Jardim Carapina, Sandro Costa, participou do evento.
De acordo com ele, a água com barro começou a aparecer há mais de um mês. “Ela era mau cheirosa e tinha gosto de ferrugem”, falou.
Na última semana, Sandro comentou que houve melhora da qualidade da água, com a cor barrosa sumindo ao longo do dia. No entanto, o gosto ruim continua.
Ele também afirmou que ao longo do último mês chegou a levar pessoas para a Unidade de Saúde (UPA) de Carapina por estarem com diarreia após consumo da água.
O médico e colunista de A Tribuna, João Evangelista Teixeira Lima, explicou que para descobrir se a água faz mal ou não para a saúde, é necessário fazer análise.
“Não posso afirmar que essa água faz mal porque não tenho a análise. Por meio dela é possível descobrir se ela possui vírus, bactérias, fungos ou algum germe, o que pode dar infecção intestinal. Uma outra possibilidade existente também é a de intoxicação se metais como chumbo e ferro estiverem presentes”, afirmou.
Cesan
O gerente operacional da Cesan, Carlos Dilem, contou que houve uma falha de distribuição de água na Serra percebida entre os dias 5 e 8 de fevereiro, que ocorreu devido ao alto consumo de água. O volume excessivo fez com que materiais da tubulação pudessem ser transportados para alguns imóveis.
“Fizemos toda a higienização das redes, que estão completamente limpas. O que pode estar acontecendo agora são problemas pontuais”, afirmou.
SAIBA MAIS
> Imprópria para consumo
– No dia 6 de março, líderes comunitários participaram da Comissão de Infraestrutura realizada na Assembleia Legislativa e abordaram que a água está imprópria para consumo.
– Na ocasião, alunas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) apresentaram um estudo com uma amostra coletada de água da Serra que apresentava turbidez seis vezes maior do que a permitida por lei.
– De acordo com a Cesan, houve uma falha de distribuição de água na Serra percebida entre os dias 5 e 8 de fevereiro, que ocorreu devido ao alto consumo de água.
– As reclamações de turbidez foram feitas em quase todos os bairros atendidos pela Estação de Tratamento de Água (ETA) de Carapina. A Cesan afirmou que a situação hoje está normalizada.
– A companhia disse que analisou a água com aspecto barroso e confirmou que ela não faz mal para a saúde. Porém, o ideal é fazer o descarte e entrar em contato com a Cesan.
– A Cesan recomenda a limpeza de caixas d’água. O valor desse serviço pode ser ressarcido, assim como a compra de água por carros pipa. Mais informações pelo telefone 115 e pelo site www.cesan.com.br por meio da Agência Virtual.
– Na última quarta-feira, durante reunião extraordinária da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente, o gerente de operação da Cesan Carlos Dilem afirmou que a ETA Carapina atingiu, entre janeiro e março, um limite de capacidade de atuação.
– Dilem também afirmou que a ETA Carapina passará por ampliação e mudará a tecnologia de tratamento de água. Atualmente, ela não possui decantador, que é utilizado na maioria de ETAs no Brasil, segundo ele.
Fonte: pesquisa AT.
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