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Moradores revoltados com buracos em Vila Velha

Ruas desniveladas também têm causado dor de cabeça aos motoristas

O empresário Wagner Lima denuncia buraco localizado na rua Castorina Vieira, no bairro Soteco

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Ruas desniveladas e cheias de buracos têm causado dor de cabeça aos motoristas de Vila Velha. Revoltados com os prejuízos, que chegam a R$ 1 mil por reparo, moradores pedem socorro e denunciam as precárias condições das vias do município.

Em uma visita à cidade, a pedido de moradores, a equipe de reportagem conversou com motoristas de Cobilândia, Ataíde, Glória e Soteco e encontrou buraco até em vias principais, como a avenida Santa Leopoldina, em frente à praça de Coqueiral de Itaparica. 

O empresário Wagner Lima, 47, trabalha em Soteco e conta que não é de hoje que o bairro sofre com a precariedade do asfalto.

Na rua Castorina Vieira, esquina com a avenida Ministro Salgado Filho, há um buraco que faz até aniversário, ironiza o empresário.

“Já teve acidente, motorista que rasgou pneu e quando chove, é pior ainda. Depois de reclamarmos, vieram aqui e taparam o buraco com areia, mas isso não resolve nada. Esse buraco já tem um ano e só vai aumentando”.

O motorista particular Ítalo Rodrigues, 22, teve que trocar o amortecedor do carro após passar frequentemente por buracos em Vila Velha, conta. Ele reclama que a avenida Carlos Lindenberg, que corta diversos bairros, é desnivelada e cheia de buracos.

“Tem muito buraco em toda a Carlos Lindenberg. A prefeitura faz uns remendos, mas isso não resolve o problema. Já tive prejuízos acima de R$ 1 mil e aumentei o número de revisões do carro. A gasolina já está cara e essa situação não ajuda”. 

Na rua Getúlio Vargas, esquina com a rua Nordeste, na Glória, o buraco é tão profundo que cabe o pé do militar da reserva Jailson Antonio Vivaldi, 42. 

 













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“Algumas vias são muito largadas. Já estraguei a suspensão do carro e rasguei pneu. Na Barra do Jucu, onde moro, o pavimento é antigo e a maior parte das ruas é de barro. A situação é até pior do que na Glória”.

A vendedora Liliane Thommazini, 37, conta que os carros fazem tanto barulho quando passam em um buraco na rua Presidente  Getúlio Vargas, esquina com a rua Castelar dos Santos Nascimento, em Ataíde, que atrapalham até o sono de sua família.

 













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“Faço revisões constantes”, diz motorista

O motorista Vandir Conrado, 54, mora em Ataíde há 50 anos e conta que o asfalto no bairro sempre foi ruim. Alguns dos buracos são tão grandes que podem até causar acidentes, diz o morador.

 













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“Eu já conheço os buracos do bairro e tomo cuidado. Tenho que fazer revisões constantes. Já fizeram algumas manutenções na rua, mas isso não resolve o problema de vez. Sinto o carro balançando nesses buracos e é até perigoso, pois pode ocorrer um acidente com ciclista, por exemplo”.

Para prefeitura, quem vive na cidade não faz reclamações

Apesar dos depoimentos dos motoristas, a Prefeitura de Vila Velha afirma que, no momento, há baixa demanda de moradores para reparos nas vias da cidade.

A secretária de Obras de Vila Velha, Merana Cavalcante, pede que os moradores reforcem o contato com a prefeitura para apontar buracos e problemas em ruas e avenidas da cidade.

“Implementamos, há um mês, um modelo preventivo para as vias de Vila Velha, além da manutenção. Temos uma programação e pedimos aos moradores que entrem em contato conosco para relatar os problemas nas ruas”.

A secretária afirmou, ainda, que pedirá uma vistoria nos buracos encontrados pela reportagem do jornal A Tribuna.

Junto ao governo do Estado, a prefeitura discute e planeja um projeto de requalificação do asfalto da avenida Carlos Lindenberg. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi).

Para abrir um pedido de manutenção, o morador deve entrar em contato com o telefone 162 e apontar o trecho com problema nas ruas, se possível com ponto de referência, informa Merana Cavalcante.

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