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As tempestades que atingiram o Estado no final de semana deixaram um rastro de destruição. Em Vitória, árvores caíram em vários bairros, causando transtornos a moradores.
A reportagem de A Tribuna flagrou ontem árvores caídas no bairro Jabour e Bairro República. Moradores afirmam que estão assustados com as árvores mais antigas e temem mais quedas.
O engenheiro agrônomo aposentado Antônio Alfredo Gusella, 68, conta que há muitas árvores antigas no Jabour, inclusive com cupins. “Só fazem o corte lateral, não fazem o rebaixamento da copa.”
Ele diz que a raiz de uma árvore em frente à casa dele começou a invadir a tubulação e quebrou a calçada. “Fiz um pedido em 21 de abril deste ano para poda de árvore. Só foi atendido em 17 de novembro”.
A servidora pública Bernadete Giacomin, 60 anos, moradora do Jabour desde os 2 anos, afirma que há muitos anos não é feita uma vistoria mais completa.
A empresária Igneis Maria Cani, 74 anos, conta que mora no Jabour há 46 anos e que ajudou a plantar algumas árvores no bairro.
“Não somos contra as árvores. Plantei oito árvores só na rua da minha casa. Mas o que acontece é a poda errada por anos e anos. Se a raiz está danificando a calçada, cortam um pedaço da raiz e isso enfraquece e árvore”, explica a moradora.
Prefeitura
O secretário municipal de Meio Ambiente de Vitória, Tarcísio Föeger, afirma que todas as requisições realizadas pelo 156 são encaminhadas ao órgão, que envia um técnico à área e faz o levantamento sobre a urgência da poda.
Os critérios são avaliados tais como se há cupim, se a árvore está inclinada sobre casa, escola ou hospital, por exemplo.
Caso não haja urgência, a poda é feita de acordo com o cronograma de manutenção de áreas verdes.
“À medida em que vamos verificando que a copa está muito alta, vamos realizando a poda”, afirma.
Chuva forte deve voltar
As chuvas intensas devem voltar ao Estado a partir do final da tarde desta terça (13) como resultado de uma frente fria que está sobre o Oceano Atlântico e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
“A partir desta terça (13), no final da tarde, com a frente fria passando pelo oceano, contribui para a formação de nuvens de tempestade no Estado. E se forma um novo canal, que é toda umidade que vem da Amazônia, a ZCAS”, afirma o meteorologista Ivaniel Fôro Maia, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
O meteorologista destaca que são esperadas chuvas volumosas, entre 50 mm/dia a 60 mm/dia, que podem durar de quatro a 10 dias, podendo durar mais.
“Se desloca, mas é lentamente. Deixa o tempo instável por vários dias no Estado. A preocupação é com grandes volumes de chuvas em 24h. Por isso, é sempre importante ficar atualizado com os alertas emitidos por nós e pela Defesa Civil”, afirma.
Cenas de destruição
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