Um dos principais nomes da fotografia capixaba, Jorge Sagrilo morreu no final da tarde desta quarta-feira (16), aos 69 anos, após complicações em uma cirurgia. A informação foi confirmada por amigos próximos do fotógrafo.
Sagrilo fundou o primeiro estúdio fotográfico exclusivo para fotografia publicitária de Vitória e, além do talento, a vontade de sempre estar à frente de seu tempo fez com que seu nome compusesse a lista dos melhores do Estado.
O fotógrafo nasceu em Ibiraçu, no Norte do Estado,às 23:15 do dia 24 de Dezembro, ou às 00:15 do dia 25. A controvérsia existe pois não se sabe, ao certo, se os relógios estavam ajustados para o horário de verão.
Em 1974 ele entrou para o time do Jornal A Tribuna, como fotojornalista, mas pediu demissão quando percebeu que queria seguir o sonho da publicidade. Assim que saiu do jornal, foi trabalhar como assistente de Nello Caleari, que veio a falecer um ano depois.
O aprendizado com Nello foi a base para que ele se dedicasse, quase que exclusivamente, à Fotografia Publicitária, Corporativa e Aérea. Em 1980 ele fundou a Empresa Sagrilo Fotografia.
<blockquote class=”instagram-media” data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=”
O ex-governador do Estado Paulo Hartung lamentou a morte do artista, em uma nota encaminhada à imprensa.
“A morte de Jorge Sagrilo, hoje, deixa a fotografia capixaba órfã de seu olhar sensível e apurado. Ele registrou, por meio de suas lentes, a nossa cultura e momentos importantes da história do Estado, também tendo colaborado nos registros da minha trajetória político-eleitoral, deixando um legado de compromisso com a arte. Meus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos”, afirmou.
Um Fusca por Nova Iorque
Em 1971, Sagrilo vendeu todos os seus pertences, inclusive um Fusca 66, e foi morar em Nova Iorque, para tentar estudar fotografia. De acordo com a descrição sobre esta época, em seu site, ele morou 18 meses sozinho e trabalhou como assistente de alguns fotógrafos, além de ter aceitado todo o tipo de trabalho oferecido a imigrantes ilegais.
“Viveu uma época bastante turbulenta na cultura da cidade e participou de todos os protestos contra a guerra do Vietnam, que normalmente terminavam em concertos de músicos ‘descolados’ no Central Park”, diz um trecho da biografia.
No ano seguinte, ele voltou para o país, decidido a ser fotógrafo e, nesse mesmo ano, recebeu uma Menção Honrosa no Nikon International Photo Contest, um grande feito para um fotógrafo amador, de apenas 20 anos.
<blockquote class=”instagram-media” data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=”
<blockquote class=”instagram-media” data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=”
<blockquote class=”instagram-media” data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink=”
