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Motociclistas se juntam para viajar pelo Estado após a pandemia

Com a chegada da pandemia da Covid-19, o velho hábito de arrumar as malas e sair para conhecer diferentes destinos se tornou uma doce lembrança. ...

Integrantes do grupo Raposas do Asfalto com roupas e máscaras padronizadas. Roteiro de passeios inclui Pedra Azul, em Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Teresa e Alfredo Chaves, além de cidades de fora do Estado

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Integrantes do grupo Raposas do Asfalto com roupas e máscaras padronizadas. Roteiro de passeios inclui Pedra Azul, em Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Teresa e Alfredo Chaves, além de cidades de fora do Estado (Foto: Beto Morais/ AT)

Com a chegada da pandemia da Covid-19, o velho hábito de arrumar as malas e sair para conhecer diferentes destinos se tornou uma doce lembrança. Pensando nisso, e com o objetivo de desbravar o Espírito Santo, um grupo de 18 amigas motociclistas passou a planejar passeios para depois da quarentena.

Composto por mulheres de 22 a 40 anos de idade, o grupo ganhou o nome de “Raposas do Asfalto”, numa menção à agilidade delas na estrada.

A iniciativa partiu da corretora de seguros Bruna Renoldi Bastos, 22 anos, apaixonada por motos.

“Entrei em uma página do Facebook e perguntei se alguém tinha interesse de criar um grupo de motoqueiras, para que pudéssemos desbravar o Estado, após a quarentena. Meire e Luana toparam e nós criamos o motoclube”, conta Bruna.

Entre os locais que fazem parte do roteiro das motociclistas, ainda sem data para acontecer, estão Pedra Azul, em Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Teresa e Alfredo Chaves, além de cidades de fora do Estado.

Até camisas e máscaras padronizadas do grupo já foram criadas pelas Raposas do Asfalto.

A motociclista e coordenadora pedagógica Luana Soares Simões, 27, explica que o objetivo do grupo vai além de desbravar pontos turísticos do Estado.

Segundo ela, após a pandemia, os passeios serão marcados a cada 15 dias. “Quando você está na moto, tem uma sensação de liberdade muito grande, e isso faz bem, principalmente quando está passando por algum problema. Vamos tentar criar um grupo de amigas mesmo, não só de asfalto, mas para a vida”.

A professora Alessandra dos Santos Martins, 40, relata que sempre foi apaixonada por moto e que, mesmo distante, durante os planejamentos dos passeios (que ocorrem por grupos de conversas em aplicativo), teve um apoio muito importante das amigas em um problema particular.

“Minha mãe ficou internada, e elas me deram muito apoio”, contou Alessandra.

Grupo faz ação solidária para ajudar crianças

Com o objetivo de ajudar crianças carentes do Estado, o grupo de motociclistas decidiu ir além dos passeios pelas estradas: vai produzir bonés com a logomarca Raposas do Asfalto com o objetivo de realizar uma ação solidária.

Toda a verba arrecadada com as vendas será destinada a instituições de caridade capixabas.

“A gente entende que todo grupo tem de apoiar uma causa. Optamos pelas crianças que estão em instituições de caridade. É uma necessidade nossa ajudar essas pessoas”, explica a coordenadora pedagógica Luana Soares Simões, 27, uma das fundadoras do grupo.

Para ajudar na confecção dos bonés, as motociclistas vão contar com a ajuda de uma fabricante.

“Essa nossa parceria permitirá a fabricação dos bonés. Toda nova integrante que entrar para o grupo, estará ajudando uma criança ao comprar um boné”, explica a corretora de seguros Bruna Renoldi Bastos, 22.

Para fazer parte do Raposas do Asfalto é necessário ter mais de 18 anos, habilitação categoria A em dia e adquirir o kit do grupo, composto por uma camisa e máscara para os passeios.

O contato pode ser feito por meio do Instagram delas: @raposas_do_asfalto.

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