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Motoristas e cobradores cruzam os braços e Guarapari fica ônibus

Pela segunda vez em menos de dois meses, os moradores e turistas que precisaram do transporte público em Guarapari ficaram a pé. Nesta segunda-feira ...

Motoristas e cobrados cruzam os braços e Guarapari fica sem transporte coletivo nesta segunda-feira

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Motoristas e cobrados cruzam os braços e Guarapari fica sem transporte coletivo nesta segunda-feira (Foto:  Roberta Bourguignon)

Pela segunda vez em menos de dois meses, os moradores e turistas que precisaram do transporte público em Guarapari ficaram a pé. Nesta segunda-feira (7), motoristas e cobradores decidiram cruzar os braços e não trabalhar.

A categoria declara que não é possível continuar trabalhando sem receber os salários em dia. O cobrador Carlos Alberto da Silva Gomes, de 38 anos, conta que na semana passada a empresa pagou o salário de abril, mas a remuneração do mês de maio, um acordo feito em junho do ano passado, e grande parte do ticket alimentação não foi pago.

“Cansamos dessa situação que a empresa está fazendo a gente passar. É uma vergonha para nós, ficarmos com aluguel atrasado, luz cortada, água cortada e faltando comida dentro de casa. A empresa diz que está cumprindo com os acordos de pagamentos, mas isso não é verdade. Estamos com 56 % do salário de março para receber. A empresa quitou sim o mês de abril, mas está atrasado o mês de maio. Temos atrasadas três parcelas de um acordo que fizemos do ano passado, do mês de junho, que ela disse que estava sem condições de pagar”, disse o cobrador.

O pagamento do mês de junho de 2020 foi divido em seis parcelas, segundo Carlos Alberto, pois a empresa apresentou aos funcionários a dificuldade de arcar com os salários, devido a pandemia da Covid-19, que reduziu a arrecadação da empresa.

“Aceitamos dividir o nosso pagamento de junho do ano passado em seis parcelas, para começar a ser pago agora em fevereiro. Recebíamos um ticket de alimentação de R$ 750, e deixamos por R$ 500 para ela também começar a pagar em fevereiro também. Demos esse voto de confiança. Mas as parcelas começaram a ficar pendentes. Estamos com três atrasadas. Começamos esse movimento para dar um basta nisso”, completa o cobrador.

Durante a manhã desta segunda-feira, os funcionários da empresa Expresso Lorenzutti percorrer ruas da cidade com cartazes e faixas pedindo que os salários e benefícios sejam pagos em dia. A Polícia Militar acompanhou o movimento da categoria.

Além dos valores atrasados, os empregados ainda alegam que há três anos o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não consta como pago no INSS.

“A empresa desconta na folha de pagamento, mas não paga. Estamos trabalhando o mês inteiro, chegando às 4h da manhã até 14h, e no final do mês não temos o que receber. Trabalhamos mesmo no período de pandemia, com os ônibus lotados, mas nosso trabalho parece não ser reconhecido, porque não nos pagam em dia”, finalizou o cobrador.

Empresa
A Viação Expresso Lorenzutti esclareceu que foi surpreendida por um movimento considerado ilegal, visto que a empresa tem realizado reuniões com Sindicato e buscado solucionar a regularização dos salários, problema este não ocasionado pela empresa, mas sim pelas medidas restritivas da Covid-19.

“Informamos que a paralisação do serviço impossibilita que a empresa consiga cumprir com o valor prometido para sexta-feira. A empresa não tem medido esforços para regularizar a situação, inclusive na sexta feira quitou 100% do salário de abril, faltando a parcela do acordo deste mês e os 50% de março referente aos dias paralisados. Inclusive as tratativas continuam, estando prevista prazo até sexta feira para o município se manifestar e uma nova audiência no dia 18/06/2021”, declarou por meio de nota.

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