Um casal que mora em Nova York, EUA, está acusando uma clínica de fertilização artificial de Los Angeles de usar os embriões errados para fecundar a mulher, levando-a à dar luz gêmeos de outra família. Eles estão processando a clínica que, segundo o casal, sabia do erro e tentou esconder a informação, conforme informações do Universa Uol.
O casal preferiu manter o anonimato para não sofrer com a “humilhação” que sentem pelo resultado do erro. Eles descobriram a gravidez com os embriões errados quando a mulher deu à luz dois meninos, ao invés de duas meninas. Os bebês também não tinham descendência asiática como o casal, de acordo com a NBC News.
O processo diz que o casal “estava chocado de ver que os bebês que supostamente foram feitos com seu material genético não pareciam com eles”. Os dois tiveram que devolver as crianças aos pais biológicos.
A clínica CHA Fertility já se definiu como “a meca da medicina reprodutiva” e foi o primeiro lugar a promover o congelamento de óvulos em 2002. O casal gastou mais de US$100 mil em fertilização in vitro e diz no processo que gostariam de filhos desde o casamento em 2012.
Ainda segundo o Universa, tentativas de engravidar naturalmente e por meio de inseminação artificial não foram bem-sucedidas, o que os levou ao CHA Fertility. O casal viajou a Los Angeles em 2018 e iniciou o processo de obtenção de óvulos para criação de embriões para fertilização. Após uma tentativa sem sucesso, em julho de 2018, a segunda tentativa funcionou, gerando dois embriões femininos.
Então, quando a mulher realizou um ultrassom, já com alguns meses de gestação, eles descobriram que ela estava grávida de dois meninos. O doutor da clínica CHA, porém, garantiu que o exame não era garantia de certeza definitiva sobre o sexo dos bebês. A mulher deu à luz dois meninos não-asiáticos em março. Um teste de DNA provou que eles não eram filhos do casal e ambos tiveram que ser devolvidos aos pais biológicos.
O casal está processando a CHA Fertility por má conduta médica, negligência, intenção de infligir estresse emocional e quebra de contrato. Eles afirmam que os donos da clínica são culpados de um “acidente inimaginável”.