Eliana Zagui, 44 anos, vai descobrir agora como é o mundo além das paredes de um hospital. Ela teve poliomielite quando bebê e perdeu os movimentos do corpo, exceto do pescoço e da boca. Quando tinha um ano e nove meses, foi levada para o Hospital das Clínicas de São Paulo para fazer um tratamento e passou a viver lá, devido à dependência de aparelhos e cuidados especiais.
No fim do ano passado, ela saiu para um período de férias. A mulher deveria retornar no dia 15 deste mês, mas preferiu ficar com amigos e familiares após 43 anos no Hospital das Clínicas. Eliana é escritora e pintora e sempre sonhou com uma casa.
“Pretendo montar um ateliê de pintura e desenvolver um projeto com deficientes físicos. Também quero andar de avião pela primeira vez, conhecer a região Sul e viajar para Portugal. Por último, desejo voltar a estudar e fazer faculdade de psicologia”, contou.
De acordo com o portal Viva Bem, Eliana disse que é eternamente grata pelo carinho dos médicos, enfermeiros e voluntários, “mas já não aguentava mais morar lá, ficar olhando para o teto e as paredes”.

“Meus pais eram pobres e decidiram que o melhor seria eu ficar no hospital, por ser um lugar seguro”, afirmou a escritora. Ela recebia a visita dos familiares duas vezes por ano: no aniversário e no Natal. A mãe de Eliana faleceu há cinco anos e ela recebia visitas do pai e do irmão mais velho.
