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Uma mulher, de 26 anos, sofreu graves queimaduras causadas por álcool combustível, enquanto utilizava o produto para cozinhar. Ao G1, a mãe da jovem contou, neste sábado (2), que ela teve 85% do corpo queimado e, neste momento, aguarda vaga para ser transferida a um hospital de referência.
O caso aconteceu em São Vicente, no litoral de São Paulo e, segundo o G1, a vítima, Angélica Rodrigues, sofreu o acidente doméstico na semana passada e foi internada no Hospital Municipal l de São Vicente
“Ela sofreu queimaduras cozinhando em álcool. Achou que a chama do potinho tinha acabado, virou o galão de álcool, o fogo veio para cima do galão e pegou no corpo dela. Ela se assustou, sacudiu o galão, e foi para o corpo dela todo”, contou a cozinheira Silvia Regina dos Santos, de 42 anos, mãe de Angélica.
Angélica, segundo sua mãe, recebeu os primeiros socorros após ser socorrida e conduzida ao hospital. No entanto, por conta da gravidade das queimaduras, ela precisa ser transferida. De acordo com Silvia, o hospital em que a jovem está internada não possui estrutura para atendê-la.
“Lá (no hospital de São Vicente) não tem estrutura nenhuma para cuidar do caso dela. O cirurgião informou que ela aguarda vaga via Cross. Não tem cabimento ela continuar ali, porque senão ela só vai piorar. Está sofrendo, e grita de dor o tempo todo sem parar. Estamos lutando por uma vaga, tudo que pedimos é isso. Se demorar, tenho medo até de ela pegar uma infecção”, explicou a cozinheira.
Por meio de nota enviada ao G1, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo afirmou que o caso da paciente está sendo monitorado e que ela vai ser encaminhada para serviço de referência.
Ainda de acordo com a pasta, o deslocamento de pacientes a outros serviços de saúde requer quadro clínico favorável, com base em avaliação médica e, por isso, não depende apenas da disponibilidade de vagas.
A secretaria também ressaltou que o serviço de origem deve manter a ficha do paciente atualizada constantemente, conforme condição atual do quadro, para que o sistema conduza a análise da regulação de forma adequada, além de mantê-la em boas condições para que a locomoção seja feita com segurança.
Já a Prefeitura de São Vicente ainda não enviou uma resposta sobre o caso para o G1.