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Mulheres são maiores vítimas de infarto

Falta de atividade física, maus hábitos alimentares, estresse e fatores genéticos estão entre as causas, segundo médicos

Marlene Machado, 55 anos, infartou ao 51 e precisou fazer angioplastia

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Desconforto no pescoço, tontura e cansaço incomum. Esses são alguns sintomas que as mulheres sentem quando estão com problemas de coração.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço da morte de mulheres no mundo. No Brasil, esse também é o maior motivo de óbito entre elas.

Especialistas alertam que entre as principais causas do problema estão maus hábitos alimentares, falta de atividade física, estresse, além de fatores genéticos. 

O coordenador do serviço de cardiologia do Hospital Evangélico de Vila Velha, Diogo Barreto, explica que mulheres que entram no período da menopausa têm maiores chances de sofrer com as doenças cardiovasculares, devido à baixa produção do estrogênio, um hormônio protetor importante da saúde feminina.  

“Mulheres que ainda estão no período fértil possuem a produção do estrogênio. A partir dos 40, 50 anos, os riscos aumentam”, ressalta.

Ele destaca que outro agravante, que elevou o número de casos de doenças do coração, foi o período pós-pandemia, no qual mulheres acumularam mais funções.

Apesar de incomum, os casos de infarto entre mulheres mais jovens  têm crescido. O cardiologista Pietro Lima explica a causa disso. “Por causa de hábitos menos saudáveis, as mulheres têm se tornado mais diabéticas. A má alimentação e falta de atividade física influenciam no desenvolvimento dessas doenças”, pontua.

Outros fatores de risco são o tabagismo, distúrbios hormonais, diabetes e a própria diferença estrutural do corpo feminino, como explica o cardiologista Schariff Moysés. “As mulheres passaram a fumar mais. Além disso, elas têm artérias coronárias finas e tortuosas, diferente do homem. Outra questão são os distúrbios hormonais, que facilitam o infarto”.  

Quanto à prevenção, os especialistas são unânimes. Não negligenciar a ida ao médico, mudar o estilo de vida, ter alimentação saudável e praticar  atividades físicas. 

A empresária Marlene de Oliveira Machado, 55 anos, infartou em 2018, aos 51. Ela teve uma lesão cardíaca e perdeu 58% do coração. “Acordei com os braços dormentes e suando muito, com sintomas de infarto mesmo. Fiquei 30 dias internada, fiz angioplastia e hoje tenho três stents no coração”.

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