
Os donos dos aparelhos apreendidos têm até 30 dias para recuperar os objetos. No entanto, a multa para liberação do som pode chegar até R$ 10 mil. O valor é baseado no novo decreto publicado pelo município, nº 1185/ 2018.
Além de reincidência, caso o condutor esteja próximo de hospitais ou instituições de assistência médica, de atendimento a idosos ou a crianças, ele pagará também por isso. “A prefeitura não é contra o uso do equipamento de som, desde que não cause desconforto aos moradores e turistas. Se não apreendermos, as pessoas não respeitam. Precisamos deste ordenamento para trazer uma sensação de tranquilidade para todos”, explicou o secretário municipal de meio ambiente, Raniery Miranda.
O secretário esclarece que as fiscalizações são em cumprimento da Lei Municipal nº 894/2001 e das Leis Federais 3688/41, art. 42 e 9053/1997, art. 288. Além disso, o município possui um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público específico de poluição sonora.
Somente no ano passado, foram 110 aparelhos apreendidos. A multa na época era de R$ 1.460. Quem não pagou a taxa em 30 dias, perdeu os objetos. Geralmente, os aparelhos são doados para instituições municipais.
Este ano, a multa é no mínimo R$ 2 mil. Com os agravantes é que pode chegar a R$ 10 mil. Para denunciar os veículos com som alto, a população pode acionar a Semma pelo número (28) 3520-4797, ou ligar para a Polícia Militar, através do 190. O plantão dos fiscais é de 24 horas.
FISCALIZAÇÃO
Não é apenas o som alto que está na mira da Prefeitura de Piúma. Durante a sexta-feira (4), os fiscais da prefeitura percorreram as praias de Piúma para realizar vistoria dos quiosques e ambulantes. De acordo com o secretário Raniery Miranda, quem vende bebidas e comidas na orla já havia sido informado sobre as novas regras para melhor visual das praias. Não é permitido venda de bebidas em geladeiras velhas ou freezer na horizontal. Já houve materiais apreendidos.