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Nadador capixaba na seleção paralímpica

Breno Braga da Costa, de 17 anos, foi chamado para semana de treinos com a equipe adulta em São Paulo em janeiro do ano que vem

Breno e a mãe Patrícia Braga: jovem coleciona medalhas e agora tenta vaga para disputar competição em Berlim.

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Em menos de um ano, o estudante Breno Braga da Costa, de 17 anos, que perdeu a visão quando era criança, alcançou a marca de 21 medalhas em competições reconhecidas pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Diante de tanto sucesso, ele foi convocado para a seleção adulta de natação do Brasil.  

A semana de treinamento com a seleção começa no dia 15 de janeiro, em São Paulo, e Breno já está na expectativa de iniciar sua carreira como profissional do esporte.  

Há duas semanas, o paratleta disputou a última Paralimpíada Escolar por conta da idade, e agora passa a integrar o time adulto.

“Estou feliz por ter fechado a última Paralimpíada Escolar da minha vida com quatro medalhas de ouro, sendo três delas com recordes. Coloquei meu nome como recordista na natação”, comemora Breno, que defende o Álvares Cabral. 

Os recordes do paratleta foram nos 50 metros livre, 100 metros borboleta e 100 metros peito.  

“É uma vitória enorme terminar essa fase com quatro medalhas de ouro. Ano que vem tenho novas competições e tenho a chance de embarcar para Alemanha, em março”, disse o capixaba, referindo-se à etapa de Berlim do World Series – circuito internacional da natação organizada pelo Comitê Paralímpico Internacional.

Nascido em Guarapari, Breno começou a perder a visão aos 9 anos, quando percebeu ter dificuldades para ver se o copo de água estava cheio. Logo em seguida, as letras nos livros da escola passaram a ficar embaçadas, e a família passou a buscar ajuda médica.  

Após passar por vários oftalmologistas, veio o diagnóstico da doença de Stargardt, que tem origem hereditária e leva à degeneração progressiva da mácula, uma pequena região localizada no centro da retina que é responsável pela visão de detalhes em alta definição. 

Hoje, Breno tem somente 5% da visão periférica, e na natação encontrou uma nova maneira de viver a vida. O jovem iniciou no esporte como paratleta classificado na categoria 3 de visão comprometida, mas já avançou para a 2.

“Como a doença dele é degenerativa, já passou para o S12, que é a segunda categoria de deficientes visuais. A primeira é 100% cega, e como ele tem 5% da visão periférica, está na S12”, conta a mãe, a empresária Patrícia Braga, de 47 anos.

Objetivo é ir para Paris, em 2024

 
















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O objetivo de Breno Braga é treinar ainda mais para diminuir seus tempos, principalmente nas provas de 50m livre, 100m borboleta e 100m peito. Tudo para ficar mais perto da vaga nas Paralimpíadas de Paris, na França, em 2024. 

“Meu objetivo para o futuro é chegar em Paris-2024. Estou treinando para diminuir ainda mais meus tempos, alcançar novos recordes e disputar as Paralimpíadas pelo Brasil”, contou Breno.

Antes de encontrar a natação, o jovem disse que passou por uma fase muito difícil, mas o esporte mudou todo o sentido de sua vida.

“Eu nado desde os 6 anos de idade. A natação que estava presente na vida minha vida há alguns anos se tornou um recomeço ao descobrir a aptidão no esporte. A falta de visão não me impediu de vencer”.

Aos 12 anos, Breno começou a treinar como paratleta da natação, ao conhecer o Instituto Luiz Braille, em Vitória, para fazer um teste com bengalas. 

“Fui fazer o teste com bengalas e me locomover melhor, e lá conheci o Leonardo Miglinas, treinador de natação, e ele treinava pessoas com deficiências. O professor que treinava os cegos com bengala nos passou o contato do Leonardo, e fomos até ele. Eu mesmo de roupa cai de calça na água, dei umas braçadas e ele disse que eu tinha potencial”, lembra o estudante.     

Ainda aos 12 anos, Breno disputou a primeira competição na Paralimpíada Escolar em 2017.  “Me encontrei na natação, é essa adrenalina que me move meu dias”.

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