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No sol e na chuva à espera de ônibus

Passageiros reclamam da situação dos pontos de ônibus, que estão sem abrigo ou cadeiras para espera

O casal Arquimedes e Osvalda já não aguenta mais ter de aguardar em pé toda vez que precisa de um coletivo

Última atualização

Expostos ao sol e à chuva, passageiros que usam o Transcol enfrentam grandes dificuldades para esperar os ônibus. Sem abrigo e cadeiras para espera, muitos chegam a se sentar no chão ou dividem espaço com veículos estacionados irregularmente.   

Em um dos casos, um jardineiro, 65 anos, morador da Serra, conta que espera seu ônibus para voltar para sua casa, em Manguinhos, em um ponto enferrujado, sem cadeiras e sem teto. A falta de estrutura acaba expondo o idoso ao sol e ao tempo chuvoso. Em muitas situações, ele se vê obrigado até a sentar no chão, enquanto aguarda o ônibus.

 













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“Como que senta em um negócio desse? E como fica embaixo de uma estrutura como essa que corre o risco de cair. O jeito é ficar no sol, chuva e se tiver de sentar na calçada, é sentar na calçada”, reclama o jardineiro Damião dos Santos Alves.

Quem também utiliza o mesmo ponto de ônibus que Damião é o chapeiro Luiz Henrique de Carvalho, de 24 anos. “É uma situação ruim. A gente paga tanto imposto e nem sequer tem um ponto de ônibus adequado. Isso sem falar no perigo dos restos da estrutura. Alguém precisa fazer algo”, disse o chapeiro.

 













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O entregador de panfletos Roberto Gomes da Silva, de 56 anos, também falou sobre o medo que sente da estrutura que restou do ponto de ônibus cair. “Prefiro pegar chuva e sol do que ficar embaixo dele. Os pontos de ônibus estão abandonados, alguém precisa fazer algo”.

E não é só na Serra que os usuários do sistema estão sofrendo. Em cidades como Vitória, Vila Velha e Cariacica a história se repete. Na capital, o professor Ícaro Lobo reclama do abrigo do ponto de ônibus municipal de Vitória da avenida Fernando Ferrari, em frente ao antigo Bar do Mãozinha. “Esse ponto foi destruído em um acidente há quase dois anos e até hoje não o reformaram”, revela.

Já em Cariacica, a reclamação foi em relação a um ponto de ônibus que fica às margens da BR 262, em frente à empresa Águia Branca. “O abrigo do ponto de ônibus é de arrepiar. A base está completamente corroída e cheia de lixo”, disse.

No centro de Vila Velha, o problema se estende pelas avenidas Jerônimo Monteiro e Henrique Moscoso, onde a maioria dos pontos de ônibus não possuem abrigo.

A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

 













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Dor de cabeça após insolação

A dona de casa Eliete Vasconcelos, 53 anos, é uma das pessoas prejudicadas pela falta de estrutura em pontos de ônibus da Grande Vitória. No bairro onde ela mora, Centro da Serra, todos os pontos que ficam na rua Floriano Peixoto não possuem teto e nem bancos.

“Em tempo de chuva, por exemplo, não tem um esconderijo para se esconder. Já tomei chuva e sol várias vezes”, revela a mulher, que afirma ter passado mal após ficar exposta no sol por muito tempo.

 













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Divisão de espaço com carro

A falta de estrutura em um ponto de ônibus que fica na rua Antônio Ataíde, no centro de Vila Velha, está incomodando vários moradores da região, que precisam do local para aguardar os coletivos. 

O casal Arquimedes Rodrigues da Silva, 74 anos, e Osvalda Reis da Silva, 77 anos, por exemplo, já não aguenta mais ter de aguardar em pé toda vez que precisa de um coletivo.

“Situação chata e que deveria ser tratada rápido”, disse Osvalda.

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