Passar apenas uma noite em claro não é um grande problema. No entanto, se a privação de sono se tornar contínua, os sistemas que regulam as funções do corpo se descompensam e diferentes problemas de saúde passam a surgir. As noites mal dormidas causam até alucinações, segundo pesquisadores.
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Ficar 18 horas sem dormir, por exemplo, prejudica os reflexos motores, julgamento e o tempo de reação quando dirige. Isso implica um efeito parecido com o de estar embriagado, aumentando o risco de acidentes de trânsito.
Se o período desperto é maior, de 24 horas, a inabilidade se equipara a alguém com a taxa de álcool de 0,10%, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, também mostrou que há uma ligação entre noites mal dormidas e o aumento no Índice de Massa Corporal (IMC), o que indica que a duração do sono é um importante regulador de peso e do metabolismo.
Quem não dorme o suficiente também tem aumento da corticosterona, hormônio que o corpo libera em situações de estresse. “Isso provoca uma queda na produção de novas células do cérebro, afetando a cognição, especialmente a formação de memória e a capacidade de concentração”, explicou o psiquiatra Adiel Rios, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
De acordo com o especialista, a falta crônica de descanso favorece ainda a fadiga, o envelhecimento precoce, queda na imunidade e sonolência durante o dia, além do aumento no risco de desenvolver doenças crônicas como transtornos psiquiátricos e cardiovasculares.
Após 48 horas sem dormir, também conhecido como uma privação extrema do sono, a fadiga e a irritabilidade se tornam ainda mais intensas e é possível que o indivíduo comece a alucinar, ouvindo e vendo coisas que não existem.
Embora a recomendação seja de 8 a 10 horas de sono por noite, no Brasil as pessoas descansam, em média, 6,4 horas, segundo dados da Associação Brasileira do Sono.