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SAÚDE

Novas pílulas e injeções para quem quer perder peso

Medicamentos que prometem emagrecer com saúde, chegam ao País e já estão em uso por pacientes do Estado. Veja como funciona cada um deles

Medicamentos que prometem emagrecer com saúde, chegam ao País e já estão em uso por pacientes do Estado. Veja como funciona cada um deles

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Perder peso é considerado um desafio para muitas pessoas. Para quem convive com essa realidade, uma notícia traz esperança: novas pílulas e injeções que prometem emagrecer já chegaram ao mercado e, outras, devem  chegar em breve ao Brasil. 

Uma delas é a semaglutida oral (nome comercial, Rybelsus), da Novo Nordisk, já aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é contra a diabetes tipo 2 e também tem ajudado quem precisa perder peso. O medicamento deve ser ingerido diariamente, em jejum, pelo menos meia hora antes do café da manhã.

A semaglutida oral, segundo a farmacêutica, é o primeiro agonista GLP-1 (hormônio que otimiza a produção de insulina no sangue e promove a sensação de saciedade) em pílula e está disponível no Brasil para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada, a fim de melhorar o controle glicêmico, em associação à dieta e ao exercício físico.

Outro medicamento que gera perda de peso, cujo efeito é semelhante à cirurgia bariátrica,  em breve deve chegar ao  Brasil. A empresa que comercializa a medicação, Eli Lilly, está aguardando a autorização da Anvisa para liberação da utilização. Estima-se que deve chegar ao País em 2023.  

 













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No dia a dia, a cabeleireira e esteticista Mônica Campos de Oliveira, 46 anos, cuida da beleza, saúde e bem-estar das clientes e dela.

Vaidosa, ela conta que teria coragem de tomar remédios para emagrecer e rejuvenescer, desde que tivesse  comprovação científica sobre a eficácia.

Mônica conta que toma chás que ajudam a controlar o peso, como chá verde. “Já tomei chá de hibisco, mas parei, pois não é indicado para quem tem gastrite, como eu”.

Sabrina França, médica endocrinologista, conta que já está no mercado o Ozempic (Semaglutide injetável) e Rybelsus (Semaglutide oral). “Ambas medicações são para tratamento do diabetes, mas ajudam no emagrecimento”.

Mas ela reforça que por terem efeitos colaterais como náusea, diarreia ou constipação, os medicamentos devem ser prescritos e acompanhados pelo médico endocrinologista, e nunca serem utilizados por conta própria.

De acordo com ela, a  Semaglutide injetável já foi aprovada nos Estados Unidos para tratamento da obesidade em não diabéticos com o nome de Wegovy, e apresentou excelentes resultados. 

Queulla Garret, médica endocrinologista, destaca que a Tirzepatida é uma medicação injetável, subcutânea, feita uma vez por semana. Sobre o Rybelsus, ela diz que já prescreveu para alguns pacientes e o resultado está sendo muito bom.

Fernanda Zottich Loureiro, médica endocrinologista e metabologista, finaliza dizendo que o tratamento da obesidade é individualizado. “A Tirzepatida não veio para substituir a cirurgia bariátrica”.

SAIBA MAIS

Rybelsus

Uma pílula contra a diabetes tipo 2 e que também tem ajudado quem precisa perder peso chegou ao Brasil. É a semaglutida oral (nome comercial – Rybelsus), da Novo Nordisk, que já foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O novo remédio é a versão em comprimidos para administração oral da semaglutida.

Doses

O novo medicamento está disponível nas doses de 3mg, 7mg e 14mg, com o intuito de facilitar a adaptação ao tratamento, conforme necessidade do paciente. 

Cada caixa do produto contém 30 comprimidos (três cartelas com 10 comprimidos em cada). 

O medicamento deve ser ingerido diariamente, em jejum, pelo menos meia hora antes do café da manhã.

Preço

O Preço Máximo ao Consumidor (PMC) do produto Rybelsus é de R$ 515 para a apresentação de 3mg, e R$ 1.165,90 para as apresentações de 7mg e 14mg cada (PMC 18%), variando com a incidência de imposto de 12% a 20%, a depender da Unidade Federativa.

Tirzepatida

É um agonista duplo do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e do peptídeo 1 semelhante ao glucagon (GLP-1, sigla do inglês Glucagon-Like Peptide-1), uma nova classe de medicação para o tratamento da obesidade e da diabetes. Já está sendo utilizada nos Estados Unidos e deve chegar ao Brasil em breve. 

A tirzepatida é aplicada com uma injeção subcutânea semanal. Ainda não há informações sobre o preço do medicamento. 

Liberação

A empresa que comercializa a medicação, Eli Lilly,  aguarda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para liberação da utilização da medicação no País. Se aprovada, ela deve estar disponível no segundo semestre de 2023.

Resultado

Estudo clínico demonstrou  perda ponderal semelhante à obtida com a cirurgia bariátrica.

Orientação

Médicas entrevistadas destacam que qualquer medicamento, cirurgia ou intervenção só faz sentido dentro de um tratamento completo contra a obesidade, uma doença crônica que exige acompanhamento de longo prazo .

Fonte: Médicas entrevistadas e pesquisa A Tribuna.

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