Reunir pessoas que queiram fazer o mesmo trajeto para garantir passagem de ônibus até 60% mais barata. Esse é o principal objetivo do Buser – aplicativo conhecido como “Uber do transporte interestadual” e que chega ao Espírito Santo a partir de amanhã.
No Estado, serão dois trajetos inicialmente: Vitória-Rio de Janeiro e Vitória-Belo Horizonte. E para atrair mais passageiros, o aplicativo está oferecendo viagens de ida a R$ 10 para quem se cadastrar até o dia 1º de março.
Funciona da seguinte forma: após instalar o app, o passageiro faz uma busca pelo destino e data que pretende viajar. Caso não tenha nenhum grupo para esse dia e local, ele pode criar um próprio. Ao atingir o número de viajantes, que varia de acordo com o local, a viagem é confirmada.
“A pessoa vai receber a confirmação por sms ou WhatsApp, com indicação de local de embarque. É como se fosse um grupo de amigos alugando um ônibus, o que traz uma economia muito grande”, afirmou um dos fundadores da empresa, Marcelo Abritta.
Dependendo do número de pessoas, o valor da viagem reduz. O valor máximo de Vitória para o Rio é de R$ 99,90 no ônibus leito, podendo cair para R$ 89,90. Já para a capital mineira, o passageiro paga, no máximo, R$ 119,90, podendo chegar a R$ 89,90.
Na rodoviária, o mesmo tipo de viagem sai, em média, por R$ 250. Os ônibus fretados pelo aplicativo são de empresas registradas que já oferecem o serviço.
Um problema pessoal de Marcelo Abritta foi a inspiração para a criação do Buser. “Moro em Belo Horizonte e em 2016 me casei na Bahia. Como precisava levar 30 parentes, fui à rodoviária olhar o valor da passagem para todos e depois apressei um frete. A diferença era alta demais. A ideia surgiu neste momento”, contou Abritta.
A partir disso, ele conversou com o futuro sócio, Marcelo Vasconcelos, que gostou da ideia. “Se foi bom para a família, pode ser para todos”, disse Vasconcelos.
Hoje, Abritta afirma que o aplicativo transporta 4 mil passageiros por mês em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Em 2018, o aplicativo chegou a ser multado e bloqueado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, que argumentava que o transporte só poderia ocorrer por meio de concessão. As operações, no entanto, foram liberadas semanas depois pela Justiça.
