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Número de casamentos é o maior nos últimos 5 anos

Desde a pandemia da covid-19, em 2020, número de matrimônios vem aumentando no Estado e chegou a 23.837 no ano passado

Pedro e Isabela Solino namoravam a distância e realizaram o sonho de se casar em setembro do ano passado
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

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Em meio às incertezas do tempo presente, mais casais decidiram dizer “sim”. O número de casamentos registrados no Espírito Santo alcançou o maior patamar dos últimos cinco anos. Em 2020, as uniões foram abaladas pela pandemia da covid-19, sendo registrados apenas 18.930 casamentos.

Desde então, o número vem crescendo, sendo que, no ano passado, foram 23.837 matrimônios registrados no Estado, de acordo com dados do Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo (Sinoreg-ES).

Um dos casais que formalizou a união foi a jornalista Isabela Bueno Solino, de 24 anos, e o engenheiro civil Pedro Solino, de 25. O casal selou o matrimônio no dia 6 de setembro do ano passado.

“Nos conhecemos com 18 anos e, assim que começamos a namorar, com 20, já tínhamos a certeza de que queríamos casar. A espera foi mais por conta do término das universidades. Mas foi quase que um amor à primeira vista! Queríamos casar novos porque namoramos a distância. Viver juntos era um sonho”, contou Isabela.

Segundo a sexóloga e terapeuta de casais Flaviane Brandemberg, além dos aspectos culturais que envolvem o nascimento de uma família, o casamento ainda é um sonho, um desejo e uma realização.

“Muitas pessoas querem constância, intimidade segura e um vínculo onde o afeto e o desejo possam amadurecer. As relações líquidas e frágeis cansam emocionalmente”, analisa.

Naira Araújo, psicóloga e terapeuta familiar, aponta que, depois de um período marcado por instabilidade, perdas e transformações nas formas de convivência, muitas pessoas voltam a buscar vínculos que tragam sensação de segurança, pertencimento e construção de projetos em comum.

“Hoje, o casamento tem deixado de ser apenas uma formalização social e tem assumido um significado mais simbólico e emocional. Ele representa, para muitos casais, uma tentativa consciente de construir estabilidade afetiva em um cenário social cada vez mais incerto”.

Carolina Romano, diretora do Sinoreg-ES, destaca que atualmente não há um perfil de idade definido por quem decide oficializar a união.

Quanto à escolha do regime de bens, Carolina explica que ele é de livre escolha do casal, salvo nos casos em que a lei impõe o regime de separação legal.

Cerimônia na praia



A bióloga Juliétty Tesch, de 36 anos, e o advogado João Paulo Sunderhus, de 37, oficializaram o casamento em janeiro de 2025. A data escolhida foi o dia 25. E a escolha não foi aleatória: o casal começou a namorar no dia 25 de fevereiro de 2020 e noivou no dia 25 de maio de 2023.

O casal, assim que iniciou o namoro, teve de enfrentar a pandemia e precisou passar um tempo namorando “por telefone”. Três meses depois, o pai de João morreu e o casal se uniu ainda mais para passar pelo processo de luto. “Foi um casamento muito especial, do nosso jeitinho, na praia e com várias referências. Meu sogro era pescador e foi uma forma também de homenageá-lo”, contou Juliétty.


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