Após o acidente com a lancha, que resultou na morte da universitária Bruna França Zocca, de 25 anos, empresário Fernando Monjardim Júnior, 37 anos, foi o primeiro a chegar no local para prestar socorro aos feridos. Ele é dono da marina, onde o veículo do empresário e noivo da jovem, Silvino Pinafo, fica guardado.
Fernando tem 25 anos no meio náutico e disse ter ficado espantado com a cena que viu ao chegar para socorrer as pessoas que estavam a bordo da lancha. “Nunca tinha visto um acidente dessa magnitude”, afirmou ele.
O dono da marina informou que, por volta de 12 horas, de sábado (25), o casal Bruna e Silvino, saíram do local na lancha para um passeio familiar. Segundo ele, estavam a bordo ainda os dois filhos dono do veículo e dois casais de amigos.
“Retornaram por volta de 17h30, quando, acredito eu, vieram margeando a costa pelo canal, acredito que por achar mais seguro, foi quando aconteceu o acidente. Quando ele viu a ponte com pouca sinalização e pouca luminosidade, acredito que ele tentou tirar o motor, mas a lancha não passou de baixo da plataforma, quebrando a parte superior da lancha e jogando os destroços nas vitimas”, disse Fernando.
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O acidente aconteceu em um píer próximo a uma empresa, na Baía de Vitória, na altura da Ilha do Príncipe. O dono da marina disse que um dos filhos de Silvino foi quem o telefonou pedindo ajuda, após o acidente.
“Eu já estava com uma lancha na água e cheguei uns três minutos depois, junto com a Capitania, que já estava chegando”, explicou ele.
A marina de Fernando fica em frente ao Sambão do Povo, em Mário Cypreste, na capital, bem perto do local onde o acidente aconteceu. A lancha foi rebocada até a marina para que os feridos fossem resgatados.
No caminho, o Corpo de Bombeiros e o Samu foi acionado. “Chegando aqui, já tinham quatro ambulâncias”, destacou o dono da marina.
Bruna não resistiu aos ferimentos e morreu.
Três pessoas, entre elas o dono da lancha, foram socorridas ao hospital.
Uma testemunha do acidente, uma vigilante patrimonial, de 33 anos, disse que viu uma mulher estava do lado direito da lancha e acredita que era a universitária. “Ela estava no lado que teve a colisão. Provavelmente, foi ela que veio a óbito. Foi muito triste ver aquela cena. Eu ouvi o barulho e ele parando com a lancha nas pedras”, disse.
Em nota, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, informou que uma equipe chegou prontamente ao local a fim de prestar apoio e verificar o ocorrido.
“No momento do acidente, havia sete pessoas na embarcação. A equipe verificou que o condutor era habilitado. A Marinha lamenta o ocorrido, se solidariza com as famílias das vítimas e ressalta que as causas e responsabilidades do acidente, sob o ponto de vista da Autoridade Marítima, serão apuradas por meio de Inquérito Administrativo específico, do qual fazem parte, entre outros procedimentos, a realização de perícias na embarcação e de oitivas dos envolvidos”.