As fortes chuvas que caíram na Grande Vitória nesta segunda-feira, 16, provocaram transtornos para a população, com fechamento de escolas e postos de saúde, além da interdição de ruas e avenidas. Para o arquiteto, André Abe,
membro do Instituto de Arquitetos do Brasil no Estado (IAB-ES), as obras implementadas com o objetivo de combater os efeitos de chuvas volumosas são ineficazes e cara. Confira a análise publicada na edição desta terça-feira (17) do jornal A Tribuna.
“São obras caras que não atacam o problema”

O que mais notamos, no entanto, são locais sujos ou encostas onde a vegetação natural foi retirada. Os estragos causados pela chuva não são por falta de sorte, são situações previsíveis. Essa chuva de hoje (ontem), por exemplo, já estava prevista. Mas ninguém obedece o código florestal.
O curso dos córregos é modificado, e o que a maré faz quando chove é ocupar esse espaço novamente. Em Bento Ferreira, por exemplo, existe uma vala onde o curso da água foi modificado. A engenharia acaba forçando a barra nesses espaços e o resultado é esse: alagamento.
A ocupação da cidade deveria respeitar mais a natureza, com afastamentos dos cursos d’águas. Falta civilidade também, pois a cidade é de todos. Os órgãos públicos precisam cumprir a lei. Nem isso é feito. Alguns países conseguiram bons resultados recuperando o curso dos rios e fazendo parque lineares, por exemplo”.