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Órgãos de balconista de Cachoeiro serão doados para cinco pessoas

Cinco pessoas, inclusive um paciente do Rio de Janeiro, serão beneficiadas por órgãos doados pelos familiares do balconista de farmácia, Altair Lima ...

Última atualização

Altair morreu dois dias após cair da escada de casa (Foto: Acervo pessoal)Cinco pessoas, inclusive um paciente do Rio de Janeiro, serão beneficiadas por órgãos doados pelos familiares do balconista de farmácia, Altair Lima Martins, 53, que morreu na terça-feira (2), dois dias após cair da escada de sua casa, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado.

De acordo com a Santa Casa de Misericórdia, hospital onde foi feita a captação dos órgãos, foram doados do paciente o fígado, os rins e as córneas. O fígado será transplantado em uma pessoa do Rio de Janeiro e os demais ficaram no Estado.

Ainda triste com a morte do pai, a secretária Lorena Gonçalves Martins, 25 anos, explicou que a doação era um desejo dele e que toda família já estava ciente.

“Tenho certeza que meu pai está feliz lá no céu, sabendo que vai poder salvar outras vidas. Ele ajudou a tantas pessoas enquanto estava vivo e não seria justo não continuar ajudando agora”, disse.

O acidente foi no domingo (31). Segundo Lorena, o pai assistia o jogo na TV, em frente de casa, com alguns amigos e ao descer a escada de sua residência, que fica em um nível abaixo da rua, ele caiu. Médicos suspeitam que Altair tenha passado mal e se desequilibrado.

De acordo com o irmão da vítima, Justino Antônio Lima Martins, o gesto apesar de difícil foi tomado, principalmente, porque Altair sempre foi uma boa pessoa que gostava muito de ajudar o próximo.

“Esse momento é muito triste e a dor é grande demais, mas a carga fica mais leve ao saber que ele ajudará outras pessoas a continuarem vivendo”, comentou o irmão.

Altair com as filhas Lorena e Joyce e a mulher Jane (Foto: Acervo pessoal)

Captação
Segundo a enfermeira e coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da Santa Casa, Beatriz Rivieri Colodette, o processo de captação pode ser demorado, o que muitas vezes faz com que a família desista da doação

No entanto, justifica Beatriz, é importante cumprir todo o protocolo para que outras pessoas possam ser beneficiadas pelos órgãos doados.

Ela ressaltou que somente a família pode autorizar a doação, por isso, os familiares precisam saber da vontade do doador.

“Ao contrário do que muitos pensam, a vontade de doar não fica escrita em documentos, como carteira de motorista. Na verdade, quem quer ser um doador deve deixar o desejo explícito para sua família”, disse Beatriz.

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