
De acordo com a Santa Casa de Misericórdia, hospital onde foi feita a captação dos órgãos, foram doados do paciente o fígado, os rins e as córneas. O fígado será transplantado em uma pessoa do Rio de Janeiro e os demais ficaram no Estado.
Ainda triste com a morte do pai, a secretária Lorena Gonçalves Martins, 25 anos, explicou que a doação era um desejo dele e que toda família já estava ciente.
“Tenho certeza que meu pai está feliz lá no céu, sabendo que vai poder salvar outras vidas. Ele ajudou a tantas pessoas enquanto estava vivo e não seria justo não continuar ajudando agora”, disse.
O acidente foi no domingo (31). Segundo Lorena, o pai assistia o jogo na TV, em frente de casa, com alguns amigos e ao descer a escada de sua residência, que fica em um nível abaixo da rua, ele caiu. Médicos suspeitam que Altair tenha passado mal e se desequilibrado.
De acordo com o irmão da vítima, Justino Antônio Lima Martins, o gesto apesar de difícil foi tomado, principalmente, porque Altair sempre foi uma boa pessoa que gostava muito de ajudar o próximo.
“Esse momento é muito triste e a dor é grande demais, mas a carga fica mais leve ao saber que ele ajudará outras pessoas a continuarem vivendo”, comentou o irmão.
Captação
Segundo a enfermeira e coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da Santa Casa, Beatriz Rivieri Colodette, o processo de captação pode ser demorado, o que muitas vezes faz com que a família desista da doação
No entanto, justifica Beatriz, é importante cumprir todo o protocolo para que outras pessoas possam ser beneficiadas pelos órgãos doados.
Ela ressaltou que somente a família pode autorizar a doação, por isso, os familiares precisam saber da vontade do doador.
“Ao contrário do que muitos pensam, a vontade de doar não fica escrita em documentos, como carteira de motorista. Na verdade, quem quer ser um doador deve deixar o desejo explícito para sua família”, disse Beatriz.
