À espera da decisão judicial para que o seu tratamento contra o câncer de mama seja iniciado, a médica socorrista Mirela Sibien Pretti, de 43 anos, relata que tem contado com o apoio dos filhos, da família e dos amigos para enfrentar o diagnóstico.
A TRIBUNA – Como a senhora descobriu a doença?
Mirela Pretti – Estava em casa fazendo o autoexame quando descobri o tumor.
Comecei a identificar com a mamografia e o ultrassom, que apresentaram um resultado que sugeria ser maligno. Em seguida, fui aos especialistas.
E para o tratamento, não era recomendável a cirurgia?
Não, até o momento. Existem estratégias para cada tipo e, no meu caso, após identificarem a metástase óssea, foi identificada a necessidade dos medicamentos trastuzumabe e pertuzumabe, que são de alto custo.
Por isso, eu precisei entrar na Justiça, já que não tenho plano de saúde.
Qual é sua expectativa?
Estou afastada do meu trabalho e tenho vivido com o dinheiro do INSS. Tenho três filhos, um menino de 19 e duas meninas, uma de 16 e outra de 4 anos.
Estou ansiosa para começar o tratamento. O que desejo hoje é conseguir viver mais alguns anos porque eu preciso cuidar dos meus filhos.
Eles estão muito novos e precisam muito de mim. Meu filho começou a faculdade agora, tenho as meninas. Preciso continuar e não posso desistir. E nesses dias tenho contado com minha família e amigos.
Eu sou muito grata a quem tem me ajudado nesse primeiro momento. Sei que ainda tenho um caminho pela frente, mas preciso agradecer a eles.
