Após a polêmica sobre o badalar dos sinos de uma igreja em Guarapari, a Arquidiocese de Vitória declarou que aguarda a tramitação da denúncia no Ministério Público para posicionamento oficial, se necessário, e publicou sobre o caso, esclarecendo que “ouvir o badalo de um sino é lembrar de fazer uma pausa e conversar com Deus”.
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A Arquidiocese enfatiza que os sinos carregam muitas simbologias que ao longo do tempo foram se modificando. Em épocas passadas indicavam as horas, anunciavam eventos diversos com toques diversos ou a morte de um fiel e, hoje o badalar dos sinos têm o poder de elevar nosso pensamento a Deus ou anunciar o começo de uma missa.
Na igreja Paróquia Nossa Senhora da Conceição, alvo da denúncia no MP, os sinos tocam às 6h, 9h, 12h, 15h e 18h, com duração de 1 minuto.
A reclamação do denunciante consiste em averiguar o volume que é gerado pelas batidas do sino, uma vez que estaria incomodando os moradores e comerciantes locais.
A prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura (Semag), informou que não há impedimento na legislação municipal, para o funcionamento do sino da igreja, uma vez que trata-se de uma manifestação religiosa e seu funcionamento é amparado por lei.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Guarapari, confirmou que recebeu manifestação encaminhada por um cidadão do município com o relato de possível poluição sonora causada por uma igreja localizada no Centro da cidade.
O órgão esclarece que, cumprindo seu dever estabelecido por lei, o MPES instaurou procedimento para apurar os fatos e requisitou à Prefeitura de Guarapari que informe por quanto tempo e em quais horários o sino da referida igreja é acionado e se o ruído emitido está em conformidade com a legislação vigente.
O pároco, pe. Diego Carvalho declarou que “o volume do som e tempo de duração obedecem às leis do município” e manifestou desconforto em relação à denúncia junto ao MP.