“Descaso com o ser humano. fiquei indignado!”. A afirmação é do administrador Gustavo Loureiro, de 57 anos, e expõe o sentimento dele ao buscar atendimento em um hospital particular, localizado em Itararé, Vitória.
Ele relata que tem sepse (doença desencadeada por uma inflamação e que pode se agravar levando até a falência de órgãos) e deu entrada por volta das 21 horas, de domingo (5), na Unimed, por conta de um furúnculo.
Segundo Gustavo, o tratamento da doença exige que ele tome remédios fortes que abaixam bastante a imunidade dele e, por essa razão, precisa ficar em um local isolado para não correr o risco de ficar exposto a bactérias e vírus.
“Minha indignação é de estar com imunidade baixa e o hospital não providenciar nenhum quarto ou enfermaria para eu ficar isolado. Estou em um lugar que tem 15 pacientes e não sei quais as enfermidades deles”, afirmou o admistrador.
Gustavo também disse que se sentiu desrespeitado com o atendimento prestado. De acordo com ele, após chegar e passar pela triagem, por votla da meia-noite, ele realizou exame para apontar a evolução do tratamento com uso de remédios. Contudo, até às 8 horas, desta segunda-feira (6), não tinha resposta. Por volta das 15 horas, ele se indignou e foi até a recepção cobrar atendimento.
“Saí com o carrinho de soro amarrado no braço até a entrada do hospital para pedir uma solução para o meu caso. A falta de respeito com o paciente foi coisa absurda. Fiquei de 8 horas até as 15 horas sem um médico para me olhar”, disse ele, que conseguiu atendimento cerca de uma hora depois.
Em nota, a Unimed informou que “preza pela máxima eficiência em seus serviços e que o paciente está recebendo toda a assistência necessária para o seu tratamento de saúde”.