
O corpo de padre Ériton foi velado durante o dia no salão da Paróquia São José. E, à tarde, logo após missa de corpo presente, restrita aos presbíteros, diáconos e religiosos, o caixão foi levado em cortejo, no caminhão do Corpo de Bombeiros, até o cemitério local, onde ocorreu o sepultamento.
O religioso nasceu no dia 8 de junho de 1941, em Itaperuna, no Rio de Janeiro. Foi ordenado diácono na Paróquia São Pedro, a Catedral, mesmo local de sua ordenação presbiteral, em 1967. Atuou também na Paróquia São Miguel Arcanjo, em Guaçuí, onde celebrou sua primeira missa.
Mas foi em Mimoso do Sul que ele dedicou a maior parte de sua vida religiosa, atuando como pároco de 1968 a 1989. “Aqui foi a primeira paróquia que ele atuou”, explicou o secretário da paróquia, Leandro Alves Pestana.
Após atuar em Cachoeiro, Iúna e Marataízes, padre Ériton retornou a Mimoso, em 2013, e continuou como pároco solidário até os dias atuais. Foram 38 anos de trabalho religioso nesta cidade.
Leandro explicou que padre Eriton ultimamente estava com a saúde debilitada em função da leucemia. Há duas semanas chegou a ficar internado. Teve alta e estava se recuperando em casa. No domingo (8) passou mal, com falta de ar, e não conseguiu celebrar a missa pela manhã.
A artesã Maria Lúcia Taliuli Muri Torres, 62 anos, lamentou a morte do padre. “Eu e meu marido gostávamos muito do padre Eriton. Trabalhamos a vida toda com ele. Entediamos o que ele queria só pelo olhar. É um momento muito triste para nós”, disse.

