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Pai comemora vitória de Emanuelly

Dieyso da Silva Camilo alimenta a filha Emanuelly. Foto: Leone Iglesias / AT. Quem vê a pequena Emanuelly em casa não imagina o quanto o bebê já ...

Última atualização

 

Dieyso da Silva Camilo alimenta a filha Emanuelly. Foto: Leone Iglesias / AT. Dieyso da Silva Camilo alimenta a filha Emanuelly. Foto: Leone Iglesias / AT.

Quem vê a pequena Emanuelly em casa não imagina o quanto o bebê já lutou para sobreviver. Perto de completar 2 meses de vida, sua história – e vitória – emocionou o Brasil. Por 45 dias, Emanuelly foi gerada pela mãe, Rosiele Ferreira Onofre Pires, de 17 anos, após a jovem ter morte cerebral no dia 3 de julho e ser sustentada por aparelhos que a ajudaram a manter seus sinais vitais no Hospital Maternidade São José, em Colatina, Noroeste do Estado.

Agora, morando em Serra-Sede, com a família do pai, Dieyso da Silva Camilo, 18, que está desempregado, ela virou atração entre a vizinhança e sinônimo de superação. Emanuelly nasceu no dia 18 de agosto com 30 semanas e dois dias de gestação, pesando 1,1 kg, após o quadro da mãe piorar e apresentar instabilidade, sendo necessário realizar uma cesárea. “Estou me dedicando, fiz treinamento no hospital para alimentar e cuidar dela. O que quero é ficar perto dela por enquanto, e a partir de janeiro procurar um emprego para criar minha filha”, disse o pai, que antes morava com Rosiele em uma zona rural próxima a Alto Rio Novo, no Norte do Estado.

A madrasta de Dieyso, a dona de casa Camila Olívia de Souza, 26, ajuda o enteado nos cuidados com a pequena guerreira. Ela contou que foi difícil acreditar que o bebê sobreviveria dentro da mãe morta. “Eu não acreditava que fosse possível acontecer isso. Quando ela chegou, na sexta-feira passada, eu tinha medo até de segurar ela no colo, de tão pequena. Agora, o ajudo a cuidar dela”, contou.

Este é o primeiro caso bem-sucedido de bebê gerado por mãe com morte cerebral que se tem relato no Brasil. No mundo, estima-se que 35 bebês tenham nascido dessa maneira. Para a menina continuar tendo sua formação, foi preciso manter os batimentos cardíacos de Rosieli para continuar nutrindo o bebê, pois assim o sangue continuava passando pelo feto.

A história de Emanuelly ganhou o Brasil e foi contada por programas de TV nacionais. A pequena se tornou atração no bairro onde mora e emocionou seus novos vizinhos. O pai tem recebido doações de roupas e fraldas para ajudar nos cuidados com a filha. A família materna da criança cogitou entrar na Justiça pela guarda da menina, mas segundo o pai não foi nada oficial.

Bárbara Becalli

Confira a reportagem especial do Jornal A Tribuna

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