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Pais do coração dão lição de amor

Eles são pais do coração. Seus filhos podem não ter sido gerados com seus DNAs, mas para esses pais não há diferença entre filho biológico e ...

Felizes e realizados: Sangoold e a filha Gleice, 10 anos; Rodrigo e Maria Victória, de 6; e Carlos Souza com os filhos Helena, 2, e Daniel, de 6 anos.

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Felizes e realizados: Sangoold e a filha Gleice, 10 anos; Rodrigo e Maria Victória, de 6; e Carlos Souza com os filhos Helena, 2, e Daniel, de 6 anos. (Foto: Kadidja Fernandes)

Eles são pais do coração. Seus filhos podem não ter sido gerados com seus DNAs, mas para esses pais não há diferença entre filho biológico e adotado.

Neste Dia dos Pais, a reportagem de A Tribuna conversou com aqueles que buscaram realizar o sonho da paternidade por meio da adoção e afirmam que são mais felizes após se tornarem pais.

O advogado Sangoold Guilherme de Souza, 40, contou que foi a um abrigo conhecer as crianças e, quando viu a Gleice, que tinha 4 anos, hoje com 10, ela o abraçou.

“Eu abaixei para falar com ela e ela me abraçou e não saiu mais do meu colo. Eu e minha noiva fizemos o processo de apadrinhamento, para ficar com ela aos finais de semana, sem a intenção de adotar. Mas nos apegamos, e após quatro meses, decidimos entrar com pedido de adoção. A mãe biológica ainda tinha a guarda e demorou três anos para ela ir para adoção.”

Mas eles não eram o primeiro da lista. “Tivemos de esperar ela conhecer seis famílias, por quatro meses, e ela negava todas, dizia que já tinha pai e mãe. Foi muito doloroso, mas chegou a nossa vez e conseguimos adotá-la. Ser pai é ter responsabilidade, mas também é uma felicidade indescritível.”

O balconista Rodrigo Coutinho, 32, é filho adotivo. Ele contou que conheceu a filha Maria Victória, de 6 anos, em um churrasco.

“Ela é filha da enteada do meu tio. Ela tinha 8 meses de vida e minha esposa disse que ela seria filha dela. Depois de um ano, a vimos novamente. Como a mãe não tinha muitas condições, passamos a pegá-la a cada 15 dias nos finais de semana e nos apegamos. Quando ela tinha 4 anos, decidimos entrar com o pedido de adoção.”

Há três meses saiu a sentença. “Quando pedimos, ela já morava conosco. A cada dois meses, ela visita a mãe biológica. Victória é muito carinhosa e apegada a nós, só dorme quando chego em casa.”

Já o atendente Carlos Rogério Souza, 43, contou que, após dois anos na fila, surgiu o Daniel, com 3 meses de vida, hoje com 6 anos.

“Ao se habilitar para adotar, a pessoa tem direito a adotar duas crianças. Um dia, me ligaram e disseram que tinha a Helena, com menos de 1 mês de vida, hoje com 2 anos. Não estávamos esperando. Quando eles nos abraçam, nosso dia muda totalmente. Ser pai é uma troca de amor muito bonita.”

A reportagem completa, com a história de outros pais do coração você lê na edição deste domingo do jornal A Tribuna.

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