Eles são pais do coração. Seus filhos podem não ter sido gerados com seus DNAs, mas para esses pais não há diferença entre filho biológico e adotado.
Neste Dia dos Pais, a reportagem de A Tribuna conversou com aqueles que buscaram realizar o sonho da paternidade por meio da adoção e afirmam que são mais felizes após se tornarem pais.
O advogado Sangoold Guilherme de Souza, 40, contou que foi a um abrigo conhecer as crianças e, quando viu a Gleice, que tinha 4 anos, hoje com 10, ela o abraçou.
“Eu abaixei para falar com ela e ela me abraçou e não saiu mais do meu colo. Eu e minha noiva fizemos o processo de apadrinhamento, para ficar com ela aos finais de semana, sem a intenção de adotar. Mas nos apegamos, e após quatro meses, decidimos entrar com pedido de adoção. A mãe biológica ainda tinha a guarda e demorou três anos para ela ir para adoção.”
Mas eles não eram o primeiro da lista. “Tivemos de esperar ela conhecer seis famílias, por quatro meses, e ela negava todas, dizia que já tinha pai e mãe. Foi muito doloroso, mas chegou a nossa vez e conseguimos adotá-la. Ser pai é ter responsabilidade, mas também é uma felicidade indescritível.”
O balconista Rodrigo Coutinho, 32, é filho adotivo. Ele contou que conheceu a filha Maria Victória, de 6 anos, em um churrasco.
“Ela é filha da enteada do meu tio. Ela tinha 8 meses de vida e minha esposa disse que ela seria filha dela. Depois de um ano, a vimos novamente. Como a mãe não tinha muitas condições, passamos a pegá-la a cada 15 dias nos finais de semana e nos apegamos. Quando ela tinha 4 anos, decidimos entrar com o pedido de adoção.”
Há três meses saiu a sentença. “Quando pedimos, ela já morava conosco. A cada dois meses, ela visita a mãe biológica. Victória é muito carinhosa e apegada a nós, só dorme quando chego em casa.”
Já o atendente Carlos Rogério Souza, 43, contou que, após dois anos na fila, surgiu o Daniel, com 3 meses de vida, hoje com 6 anos.
“Ao se habilitar para adotar, a pessoa tem direito a adotar duas crianças. Um dia, me ligaram e disseram que tinha a Helena, com menos de 1 mês de vida, hoje com 2 anos. Não estávamos esperando. Quando eles nos abraçam, nosso dia muda totalmente. Ser pai é uma troca de amor muito bonita.”
A reportagem completa, com a história de outros pais do coração você lê na edição deste domingo do jornal A Tribuna.
