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Cidades

Pais querem tirar filhos de escola que foi alvo de ataques

Além de professores e funcionários que pediram transferência de colégio em Vitória após rojões, famílias também estão com medo

Mãe de estudante observa grupo de alunos na entrada da escola municipal, no bairro Consolação, em Vitória

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A onda de ataques com rojões, promovidos por alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor João Bandeira da Silva, em Consolação, Vitória, serviu para amedrontar não só professores e demais  funcionários da instituição, mas também alunos e seus pais.

Com medo de que aconteça algo pior com seus filhos, muitos já cogitam transferência de escola. 

Além das sessões com os rojões, que aconteceram nas últimas quinta e sexta-feira, os pais denunciam uma série de acontecimentos que envolvem até uso de drogas dentro da instituição. Segundo eles, o “terror” é colocado, única e exclusivamente, por um grupo de alunos que estão desrespeitando os próprios professores.

“Meu filho tem 12 anos e já relatou em casa que outros alunos levam drogas para dentro da escola, sem  falar que eles estão brigando lá dentro. Eu, sinceramente, fico com medo de que meu filho estude lá e, por isso, já solicitei a transferência”, contou uma autônoma de  41 anos, que preferiu não se identificar. 

Uma cozinheira, de 34 anos, que também pediu para  não ser identificada,    revelou o que andou escutando de sua filha, uma adolescente de 11 anos. De acordo com  a mãe, a menina   não quer estudar mais na escola. 

“Ela chegou em casa, na sexta-feira, bem assustada. Entrei na escola hoje (ontem) e tinham mais de 20 alunos do lado de fora da sala. Eles não respeitam os professores. Os banheiros estão todos quebrados.  Se eu achar vaga em outro lugar,   vou tirar minha filha de lá, pois esses alunos colocam o terror”. 

Um técnico em refrigeração, 40 anos, que também pretende tirar o filho de 12 anos da  colégio,  falou do trauma deixado pela situação de  sexta-feira, onde mais de 20 rojões foram estourados na instituição. 

“Ele está com medo, traumatizado.  Eu me preocupo muito porque a gente sai para trabalhar e não sabe o que pode acontecer”, disse o pai do adolescente, que também não quis se identificar. 

Em nota, a  Secretaria de Educação de Vitória (Seme) disse que  realizou intervenção pedagógica na unidade, com a presença de equipes de diversos setores da secretaria,  com escuta dos estudantes e dos profissionais da unidade de ensino. A prefeitura não informou se algum aluno foi punido após os ataques.


SAIBA MAIS


Professores denunciam ameaças

Primeiro ataque

– Na quinta-feira, dia 17, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor João Bandeira da Silva, em Consolação, Vitória, foi alvo de ataques com rojões.

– No mesmo dia, alunos que seriam os autores dos ataques avisaram  aos professores que, no dia seguinte, aconteceria “algo bem pior”.

Estagiária ferida 

– Durante os ataques com rojões, uma estagiária teve um ferimento em um dos ouvidos e perdeu parte da audição. 

– Ela pediu transferência de escola e deve passar por novos exames nesta semana.

Segundo ataque

– Já na sexta-feira, dia 18, de acordo com relatos de pais, professores e coordenadores, um grupo de, aproximadamente 30 alunos,  se reuniu para soltar  mais de 20 rojões durante as aulas. 

– As aulas precisaram ser interrompidas e a Guarda Municipal e a Polícia Militar foram acionadas.

Motivação 

– Alunos que estudam na escola disseram que   a “manifestação” foi motivada pela não autorização do uso da quadra de futebol, por parte da direção da escola.  

Professores

– Entretanto, professores e coordenadores  afirmam que os alunos já voltaram da pandemia  agressivos.  

– Eles denunciam quebra de cadeiras, xingamentos e até ameaças por parte de alunos. 

Fonte: Pais, professores e coordenadores ouvidos pela reportagem.

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