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Pais temem prejuízos para alunos da rede pública

A suspensão das atividades escolares presenciais como medida de contenção do avanço do coronavírus preocupa pais e alunos da rede pública. Sem aulas ...

Jezilene está preocupada e acredita que a filha Alice será prejudicada, mesmo a estudante se esforçando sozinha

Última atualização

Jezilene está preocupada  e acredita que a filha Alice será prejudicada, mesmo a estudante se esforçando sozinha (Foto: Beto Morais/AT)

A suspensão das atividades escolares presenciais como medida de contenção do avanço do coronavírus preocupa pais e alunos da rede pública. Sem aulas desde 23 de março, o temor é de o ensino ser prejudicado.

A princípio, a suspensão seria até o dia 4, com antecipação de 15 dias das férias de julho para os alunos de escolas estaduais. Mas o governo do Estado prorrogou a suspensão até 30 de abril.

Enquanto escolas privadas adaptam atividades pedagógicas às plataformas virtuais, com videoaulas, exercícios, monitorias e outras medidas, as públicas estaduais permanecem sem adaptação de suas atividades aos meios digitais.

Escolas municipais da Grande Vitória estão com conteúdos online ou entregando materiais a alunos sem acesso à internet.

Alice Vitoria Rodrigues, 17, é estudante do 2º ano da Escola Mário Gurgel, em Jabaeté, Vila Velha. A jovem entende a importância da suspensão e está tentando dar continuidade ao ensino por conta própria, só que sente falta de orientação pedagógica.

“Estou correndo atrás de conteúdos para estudar na internet, mas como vou tirar dúvidas com professores no Youtube? O ideal seria se os professores do meu colégio fizessem videoaulas e tivéssemos como consultá-los”.

A mãe da estudante, a autônoma Jezilene Rodrigues, 43, se preocupa com o atraso do ano letivo e acredita que Alice será prejudicada mesmo se esforçando sozinha.

“Seria importante que os professores da escola dela estivessem disponível online ao menos 30 minutos por dia para que ela e outros alunos pudessem buscar orientação e tirar dúvidas”, afirma a mãe.

Programa

O ensino virtual está sendo planejado pelo Estado através do Programa EscoLAR. Publicado no dia 2 no Diário Oficial, ainda não está funcionando. Por enquanto, alunos seguem sem material de apoio.

Segundo a Secretaria da Educação, os estudantes da rede estadual terão acesso a aulas em sites e aplicativos online, de modo a darem continuidade ao processo educativo do ano letivo de 2020.

As unidades escolares poderão, também, utilizar outros recursos para esclarecimento de dúvidas e apoio em atividades, como grupos no WhatsApp, Telegram ou Facebook; fóruns no Google Sala de Aula; e-mails; entre outros.


Saiba Mais


Rede Estadual

  • Informou que está trabalhando no programa EscoLar, que disponibilizará aulas via sites e aplicativos online. A previsão é que seja disponibilizada esta semana. As escolas poderão ainda utilizar outras ferramentas digitais para dialogar com estudantes e tirar dúvidas.

Vitória

  • Materiais de aprendizagem para estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) estão disponíveis no site da prefeitura e no Boletim Online. A versão impressa será entregue em caráter excepcional a estudantes sem acesso à internet.

Vila Velha

  • A Prefeitura disponibilizará nesta semana um site para a transmissão de conteúdo a alunos com atividades de aprendizado, lúdicas e de interação entre estudantes e suas famílias. Alunos sem acesso à internet receberão material gráfico. O conteúdo não valerá nota nem contará como fator de aprovação ou reprovação.

Cariacica

  • Uma plataforma online está sendo elaborada para manter a interação entre alunos e escolas. Alunos sem acesso à internet receberão material impresso. As atividades não serão contadas dentro do calendário escolar e os alunos serão avaliados ao retornar às aulas para observar o aproveitamento.

Serra

  • Disponibiliza via redes sociais lista de sugestões de leitura, atividades e exercícios para orientar os estudos de alunos que desejam manter o ritmo de estudo em casa. As atividades não são obrigatórias.

Fonte: Governo do Estado e prefeituras citadas.

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