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Pais vigiam celular dos filhos e descobrem depressão e pedofilia

Agindo muitas vezes em silêncio, no horário em que os filhos estão dormindo, e na expectativa de evitar problemas futuros, pais estão monitorando os ...

Mãe encontrou mensagens com conteúdo sexual no celular de adolescente

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Mãe encontrou mensagens com conteúdo sexual no celular de adolescente (Foto: Dayana Souza/AT)

Agindo muitas vezes em silêncio, no horário em que os filhos estão dormindo, e na expectativa de evitar problemas futuros, pais estão monitorando os celulares de crianças e adolescentes e descobrindo situações preocupantes, como depressão e ação de pedófilos.

Essa prática tem sido cada vez mais comum, segundo o especialista em tecnologia da informação Eduardo Pinheiro. “Os pais têm me procurado, praticamente toda semana, para relatar essa preocupante realidade. Precisamos debater, conscientizar os pais e seus filhos de que os mesmos riscos que existem nas ruas existem no ambiente digital. O cuidado deve ser o mesmo: não conversar com estranhos jamais”.

Segundo ele, os pedófilos encontraram na internet um caminho mais rápido para se aproximar dos alvos.

“Nesses ambientes de jogos on-line, redes sociais, eles observam as preferências das vítimas e, com isso, fica mais fácil se aproximarem e envolverem as crianças, com o objetivo final de obter fotos e vídeos com conteúdo de pornografia infantil e até mesmo marcar encontros.”

O médico psiquiatra Jairo Navarro revelou que já atendeu pais que perceberam sinais de depressão ou de comportamentos autoagressivos nos filhos a partir do celular.

“Em alguns casos, eles encontram, no histórico do navegador de internet, pesquisas como de formas de se lesionar. Outros, observaram postagens nas redes sociais dos filhos com indicativos de comportamento depressivo.”

Ele relatou ainda que há casos de pais que descobriram tentativas de abusos de pedófilos em conversas em redes sociais e aplicativos de mensagens. “As redes sociais são formas de os pais estarem atentos e até conhecerem o comportamento dos filhos”.

O psicólogo Felipe Goggi, que também confirma a frequência desses casos, fez um alerta. “Acompanhar educacionalmente não é sinônimo de invadir a privacidade. Esse acompanhamento envolve a afetividade. Ainda que o adolescente, inicialmente, fique chateado, em algum momento, ele vai perceber que é para o seu bem”.

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