Diante do anúncio de motoristas e cobradores em greve a partir de zero hora da próxima segunda-feira (03), o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) disse nesta terça-feira (27) que tomará todas as medidas legais para a manutenção do funcionamento do Sistema Transcol, com o objetivo de garantir o direito de ir e vir da população.
Antes de tomar qualquer medida, no entanto, o GVBus disse que vai aguardar a comunicação oficial sobre a decisão dos rodoviários por meio de publicação de edital de greve, com antecedência de 72 horas, conforme prevê a legislação.
Apesar de não detalharem sobre quais medidas irão adotar, a tendência é que eles recorram à Justiça. Em greves anteriores, como a do final de 2017 e que se estendeu até o início de 2018, por exemplo, os empresários pediram que 100% da frota circulasse na virada do ano, o que foi atendido.
A reportagem questionou o GVBus por e-mail sobre os motivos para não conceder o reajuste desejado pela categoria, se vai convocar uma nova rodada de negociações e o que tem a dizer sobre a posição dos rodoviários, que classificaram a proposta de 2% de reajuste como um “abuso”.
Também foi perguntado sobre a possibilidade do GVBus impedir a greve ou garantir uma maior circulação de veículos por meio de decisão judicial.
O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano, no entanto, apenas repetiu que vai aguardar a comunicação oficial sobre a decisão dos rodoviários por meio de edital — que segundo o Sindirodoviários, deverá ser publicado amanhã.
A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb/ES) também recebeu ontem os mesmos questionamentos por e-mail, mas não se pronunciou.
A reportagem apurou que, até terça-feira (27), não havia nenhuma ação ajuizada a respeito da greve dos rodoviários no Tribunal Regional do Trabalho no Espírito Santo.
Prejuízo também no comércio
Segundo projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio), o prejuízo diário com uma nova greve dos rodoviários pode chegar a R$ 15 milhões. Essa é a análise que fez o presidente da entidade, José Lino Sepulcri.
“Estamos chegando perto do Natal, com compras para presentes, ceia, amigo oculto. O mês de dezembro sempre foi o melhor mês de vendas em todos os anos, inclusive por causa do pagamento do décimo terceiro salário. E agora o otimismo voltou a reinar. Mas com a greve, teremos um prejuízo de R$ 15 milhões ou mais, já que estaremos em dezembro e a grande massa usa o transporte coletivo para comprar”, reclamou.
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