
A pescaria foi no sábado (6) e no dia seguinte, Janiel fez um churrasco do peixe para 20 pessoas, entre familiares, amigos da igreja e do bairro. Segundo ele, todos comeram bem e ainda sobrou mais de cinco quilos, que ele pretende fazer uma moqueca.
“É um peixe saboroso. Foi um dos melhores que já experimentei. E eu sempre faço peixe assado aqui em casa”, disse o pedreiro.
Janiel conta que costuma pescar no Rio Itapemirim para consumo próprio. No sábado, ele estava interessado em capturar um robalo. “Via uma sombra na água subindo e descendo. Pensei que fosse um bagre africano e não me interessei muito”, explicou.
Mas então veio o susto. “Estava pescando com isca viva. Não tinha conseguido pegar nada. Troquei por uma isca artificial que ganhei de meu sobrinho e quando lancei na água tive sorte. Nunca vi um peixe desse tamanho”, destacou.

A cena chamou a atenção. Uma pessoa que pescava do outro lado do rio registrou com um celular o momento da retirada do peixe.
Fora da água o feito do pedreiro Janiel chamou ainda mais atenção. Enquanto ele caminhava com o pirarucu nas costas, algumas pessoas pararam para fotografar ou conversar com ele.
“Foram 20 minutos até minha casa. É muito peso. Tive que parar umas seis vezes para descansar. Até machuquei um pouco o ombro”, disse.
Natural da Amazônia, o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo. Quando adulto pode chegar a 3 metros de comprimento e até 200 quilos. É também conhecido como bacalhau da Amazônia. No Espírito Santo é encontrado em criadouros para fins comerciais.