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Perigos da nova rede social Likee

Ao mesmo tempo que se tornou um “refúgio” para crianças e adolescentes se divertirem com filtros e músicas, principalmente, neste período de ...

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A  psicóloga Lana Francischetto diz que, além de investidas maldosas, alguns aplicativos podem levar crianças e adolescentes a perderem o interesse pelos estudos e até pelo convívio com familiares (Foto: Leone Iglesias/AT)Ao mesmo tempo que se tornou um “refúgio” para crianças e adolescentes se divertirem com filtros e músicas, principalmente, neste período de isolamento social, o Likee (aplicativo de vídeo) trouxe uma nova preocupação para os pais: a aproximação suspeita de pessoas desconhecidas e o risco de aliciamento.

O aplicativo disponibiliza interatividade entre usuários, por meio de uma caixa de mensagens.
Nelas, é possível visualizar comentários do tipo “linda”, “mora onde?” e “gata”, a maioria, em vídeos de meninas de 11, 12 e 13 anos. Por trás das mensagens, há perfis de homens adultos e idosos ou sem fotos e sem nome.

Em uma busca realizada pela reportagem de A Tribuna no aplicativo, foram identificadas diversas reclamações, feitas pelas próprias crianças e adolescentes, afirmando que estariam sendo sondadas por pedófilos em seus perfis.

“Bem que tá cheio de pedófilos aqui”, disse uma usuária. “Coloquem mais de 13 anos no perfil e na BIO, coloquem ‘gerenciado pelos pais’”, sugeriu outra.

Especialista em crimes cibernéticos, o colunista de A Tribuna Eduardo Pinheiro comentou sobre os perigos desse tipo de aplicativo e disse que os criminosos costumam agir por etapas.

“Eles analisam os gostos da criança, depois comentam nos vídeos, criam intimidade e chegam até a marcar encontros”, salientou.

Já a psicóloga Lana Francischetto, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência, explica que o mundo virtual e os aplicativos de interação se tornaram um grande atrativo para esse público.

“Eles buscam uma espécie de aprovação, aceitação e inserção, tanto no meio social, quanto no meio digital”, disse.

Lana observou ainda que, além das investidas maldosas, esses aplicativos podem provocar a perda do interesse pelos estudos e, muitas vezes, pelo convívio ativo com os familiares.

“Há o aumento da ansiedade e a dificuldade para lidar com críticas ou com o próprio cyberbullying (violência contra alguém, através da internet), que pode levar a um declínio na autoestima, aumento da ansiedade e prejuízos na saúde mental”, destacou.
 

Dicas de Proteção

> Conversa
Como nem sempre os pais conseguem acompanhar o que os filhos estão fazendo no computador ou no celular, é importante que haja abertura para conversar sobre o tipo de comportamento e pessoas a serem evitados nas redes.

> Conhecimento do aplicativo
É importante que os pais tenham conhecimento sobre o aplicativo, tenham informações sobre as suas regras de funcionamento e como o filho busca interagir nele, através de diálogos abertos.
Assim, a criança ou o adolescente irá se sentir seguro e livre para relatar sobre possíveis situações de incômodo.

> Aplicativos de controle parental
Caso os pais tenham dificuldade em manter uma conversa sobre o assunto com o filho (a), podem baixar um aplicativo de controle parental. Assim, podem controlar e proteger os filhos, podendo saber o que acessam na internet, limitar o tempo de uso e bloquear o acesso em certas páginas.

> Ajuda
Sempre que necessário, busque ajuda profissional para que se preserve um monitoramento saudável.

Fonte: Especialistas ouvidos pela reportagem.

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