
O grupo capitaneado pelo mestre Alessandro tirou das águas um tubarão com mais de 200 quilos e três metros de comprimento
O animal era tão grande que precisou ser dominado e morto ainda na água. Para não dizer que é história de pescador, os tripulantes registraram o momento em que colocavam o tubarão dentro da embarcação.
Com conhecimento dos anos de prática, os próprios pescadores identificaram a espécie. Segundo eles, é um tubarão-galha-preta, por conta da cor mais escura de suas nadadeiras, sinal comum nessa espécie e que vai sumindo à medida que envelhecem.
O caso chamou atenção, tanto de pescadores como dos moradores da Praia dos Cações, região de onde são os marujos dessa aventura.
Professor e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o oceanógrafo Agnaldo Martins disse que no litoral Sul do Estado, na região de Itaipava, algumas embarcações são próprias para a pesca de peixes de grande porte, mas, neste caso específico, o que realmente chama a atenção é o fato de ter sido uma pesca acidental.
“O que é espantoso é o fato de esses animais serem escassos, pela captura indiscriminada de tubarões. Existem embarcações que saem especificamente para esse tipo de pesca. O peixe é muito procurado, não só pelo valor da carne, mas também pelo comércio das barbatanas”, pontuou Agnaldo.
Em relação a possíveis perigos aos banhistas, o pesquisador afirma que a população pode ficar tranquila.
“Estes animais são frequentes em todo o litoral brasileiro e raramente chegam a regiões mais rasas. Não há motivo para preocupações. Levando em consideração os dados, anualmente são registradas 10 mortes ocasionadas por acidentes com tubarão em todo o mundo”, ressaltou.