Brigas e discussões fazem parte da convivência familiar. Mas, nos últimos anos, os conflitos têm sido mais acirrados, segundo os especialistas.
De acordo com o levantamento da Empresa Júnior da UVV (Ejuvv) em parceria com o jornal A Tribuna, 88,4% dos entrevistados brigaram com algum membro da família nos últimos dois anos.
“O que vejo que tem atrapalhado mais a vida familiar são as divergências políticas. As discussões e os conflitos diante de uma oposição política está ocorrendo demais em ambientes familiares, grupos de famílias que nem se falam mais”, ressalta a psicóloga Rejane Sbrissa.
Para ela, as brigas são reflexo da falta de respeito à opinião do outro. “O que ocorre é que um grupo quer modificar a opinião do outro e não respeita o pensamento diferente. Uma coisa é divergir sobre um certo assunto, outra é não aceitar as opiniões contrárias”.
Discussão em família é normal, ressalta a psicoterapeuta Myriam Durante. “O que não é normal é que essa discussão se torne uma muralha intransponível, que feche as portas do diálogo entre os seus membros. Discutir, expor pontos de vistas não é o problema. Não devemos ter medo de conversas francas, mas sempre colocando amor, o respeito e o diálogo acima das diferenças”.
E por isso, o diálogo se torna tão importante para a união da família. “Em muitos casos, a forma de se comunicar com o outro é que gera o ponto crítico. Muitas vezes as pessoas têm uma forma de falar e interagir que é agressiva, o que proporciona a falta de entendimento”, pontua a psicóloga.
O cuidado a se tomar, segundo o terapeuta de família Cláudio Miranda, é aprender a entender e aceitar as diferenças de opiniões.
“Deve-se evitar a todo custo atitudes e palavras ofensivas. O grande problema de um ressentimento é a manutenção do problema. A retroalimentação da briga impede que caia no esquecimento. Isso vale para qualquer situação de crise”.
O respeito e o limite são pontos importantes para sanar questões mal resolvidas, de acordo com a psicanalista Debora Guerra.
“As famílias se unem pelos laços do amor, cultivando o respeito, carinho e a cumplicidade. Uma boa relação se estabelece quando todos os indivíduos envolvidos se sentem seguros, amados e compreendidos”, esclarece.
“Respeito, amor e compreensão”
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A família Degli Esposti sempre foi unida e eles atribuem essa virtude ao respeito que têm um pelo outro. Os princípios foram transmitidos pelo casal Enilce Degli Esposti, 73, e João Batista Degli Esposti, 77, aos filhos Thiago, 44, e Layssa, 40.
Giovanna Rezende Degli Esposti, 40, e a pequena Bia Rezende Degli Esposti, de 1 ano, também contam com essa união, amor e respeito.
“Acho que a união vem primeiro, graças a Deus, depois o respeito, o amor, a compreensão. Cada um tem sua individualidade, seu modo de pensar, mas isso tiramos de letra. Gostamos muito de curtir uma praia, conversar, festejar todos juntos. Acredito que a família é nosso bem mais precioso”, afirmou a mãe da família.
WhatsApp mantém elo afetivo
> Irmãos juntos de novo
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Enquanto em muitas famílias o grupo de WhatsApp é um problema, na família Lopes Palácio foi a tecnologia que ajudou a manter a união entre os irmãos. Com a diferença de idade bem pequena, os seis irmãos sempre conversam pelo celular, até mesmo com quem mora em outro país.
Este Natal, a festa estará completa na família. Depois de três anos, os irmãos Aline, 41, Paulo Alexandre, 44, Angela, 46, e Edielson Lopes Palacio, 47, vão se juntar com os irmãos Adina, 39, e Enderson Lopes Palacio, 42, e a mãe deles Maria Edina Lopes de Souza, 63, para a festa de Natal.
“Nossa mãe sempre nos ensinou a importância da família e a união dos irmãos”, contou Aline.
> Corações em sintonia
Juntar-se sempre, seja para festejar, comer ou apenas conversar. É o que a família Felix mais gosta de fazer. A filha mais velha, Gabriela Menezes Felix Lameri, 21, conta que o segredo da união é o amor que sentem um pelo outro, além do apoio mútuo entre ela, o marido Kayo Lameri, 28, os pais João Jorge Felix, 62, e Elinean Menezes Souto Felix, 47, e a irmã Isabela, 10.
“É amor que parece que o coração vai explodir. Acho que não tem uma palavra que consegue chegar aos pés do que a gente sente um pelo outro. O que a gente mais gosta de fazer juntos é estar reunidos em uma mesa e comer!”, contou Gabriela.
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