Juntos na alegria, na tristeza, nas conquistas e nos desafios. É como dizem: quem tem amigos, não fica só.
As relações de amizade são indispensáveis para a experiência humana, principalmente na infância.
Especialistas defendem que, nesta fase, as amizades ganham até um caráter evolutivo e de desenvolvimento emocional.
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A ciência comprova o poder das amizades na infância. De acordo com um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, as amizades fortalecem habilidades sociais e bons comportamentos, à medida que as crianças se desenvolvem.
Segundo a psicóloga especialista em crianças Talita Espindula, o desenvolvimento infantil depende das relações construídas fora do ambiente familiar.
Dessa forma, as crianças compreendem a diversidade social e constroem valores importantes, como o respeito, a empatia e a generosidade, além de habilidades comunicacionais.
“O maior benefício é o relacionamento com diferentes pessoas. As crianças já conhecem os comportamentos dos pais e, assim que entram na escola, aprendem a se relacionar com o mundo. Durante toda a infância, as amizades aumentam o repertório das crianças e contribuem para o desenvolvimento delas”.
A psicóloga Monique Nogueira explica que as amizades podem ser, até mesmo, formas de validação social para as crianças.
“A criança que se sente amada pelos amigos é validada pela sociedade. Isso fortalece a autoestima, as relações sociais e a autonomia do indivíduo. Essa reciprocidade nas amizades potencializa o futuro das crianças”.
Tecnologia
A tecnologia foi o escape das crianças para lidar com a pandemia, mas a superexposição às telas e à internet prejudica as habilidades de convívio social, defende o psicólogo Gerson Abarca.
“Quanto mais tecnologia, mais as crianças caem em uma zona (de acomodação), o que provoca patologias e perdas de potencial cognitivo. Os pais precisam orientar limites, com diálogo e sem agressividade”.
Ajuda na readaptação
As pequenas Malu Maciel, 7, e Eva Cavalini, 8, se conheceram na escola, em setembro de 2021, ano da retomada das aulas presenciais, após o isolamento social.
Surpresas, elas descobriram que são vizinhas de condomínio e, assim, se tornaram melhores amigas.
A amizade facilitou o período de readaptação após o isolamento para ambas, apontam a consultora de imagem e moda Vladia Maciel, 33, mãe da Malu, e a empresária Mirna Cavalini, 42, mãe da Eva. “Elas desenvolvem habilidades sociais e trocam aprendizados uma com a outra”, diz Vladia.
Diversão
Os pequenos Gabriel, 5, e Mateus, 5, frequentaram a mesma creche, aos seis meses de idade. Apesar do afastamento em razão da pandemia, eles continuaram amigos e, hoje, se veem todas as semanas para brincar, principalmente com bicicleta e skate.
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A bancária Luiza Marillak, 36, mãe do Mateus, e a analista de suprimentos Leidiana Cao, 38, mãe do Gabriel, contam que eles têm personalidades diferentes, mas que se complementam. “Em comum, eles são crianças calmas e amorosas”, conta Luiza.
DICAS PARA OS PAIS
| Novas amizades
Especialistas afirmam que os pais precisam promover espaços para interação social dos filhos.
Com algumas dicas, é possível ajudá-los a construir novas amizades, principalmente após o período de isolamento social.
Incentivar a prática de esportes é uma das principais formas de aproximar o filho de outras crianças.
Neste caso, é preciso conhecer quais são os interesses da criança, e não forçá-la a práticas que ela não goste.
Limitar o tempo de tela dos pequenos é essencial para incentivá-los a frequentar, por exemplo, praças, parquinhos e espaços de lazer dos bairros e condomínios.
A musicalização, por exemplo, desconecta os pequenos, desenvolve habilidades e permite a ampliação do círculo social, pelas afinidades.
Caso a situação da criança seja de total desinteresse pelo convívio social e de reclusão, é preciso buscar um psicólogo infantil.
Fonte: Especialistas consultados.