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FELICIDADE

Pessoas são mais felizes de 30 a 34 anos, diz estudo

A principal explicação é de que as mudanças pessoais, profissionais e familiares, iniciadas aos 20 anos, atingem a estabilidade nessa fase

Natália Palmeira

Última atualização

No dicionário, felicidade é um estado de uma consciência plenamente satisfeita. Durante a vida, as pessoas buscam alcançar essa condição emocional. Mas, existe uma idade para ser feliz? 

Um estudo apontou que de 30 a 34 anos é a época na qual as pessoas dizem ser mais felizes na vida. A principal explicação é de que as mudanças pessoais, profissionais e familiares, iniciadas aos 20 anos, atingem a estabilidade dos 30 aos 34 anos. 

A pesquisa contou com 17 mil participantes de 13 países europeus, com idades acima de 50 anos. Os participantes fizeram uma revisão histórica do seu passado e foram questionados sobre quando foram mais felizes. O estudo foi publicado no repositório científico Springer Social Indicators Research.

De acordo com a psicóloga Claudia Salles, a felicidade é subjetiva, e cada pessoa pode ter seu próprio significado de ser feliz. 

“Por isso é difícil que se defina uma idade.  Porém, a sociedade estabelece alguns padrões e expectativas divididas em cada fase da vida, e muitos imaginam que a felicidade está em adquirir bens e ser independente”, comentou a psicóloga.

Para o psicólogo Gerson Abarca, não existe uma idade para ser feliz, existem fases da vida em que é possível pontuar a felicidade. Ele ainda afirma que a felicidade é um conceito que remete a uma percepção de estado de humor, que depende de uma maturidade.

“Por exemplo, uma criança pode ter uma vida feliz, mas não vai entender que aquilo é felicidade. Por isso as pesquisas, quando se mede pessoas com índice de felicidade, bate na casa dos 30 anos. É  uma idade que as pessoas já estão estabelecidas na sua busca profissional”, disse o psicólogo.

Os especialistas afirmam ainda que é possível estimular essa emoção.

“A melhor coisa para estimular a felicidade é construir uma maturidade pessoal. É buscar o caminho da autonomia, do conhecimento e estabelecer relacionamentos saudáveis”, explicou Gerson Abarca.


Reviravolta  profissional


Empresária e arquiteta, Natália Palmeira (foto) completou 30 anos no mês de outubro e celebra, segundo ela, a melhor fase de sua vida. Natália  aponta que, no período de um  ano, ela deu uma reviravolta na vida profissional e se encontrou no trabalho. 

“Tudo diferente do que imaginei. Atualmente, me encontro realizada e feliz. Pude comemorar meu aniversário com amigos e familiares, diferente do ano passado. Estou feliz”, comemorou Natália.

 













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Sentimento traz benefícios para saúde física e mental

Estar feliz contribui para  as áreas da vida como: criatividade, energia, sistemas imunológicos,  trabalho, entre outras. Especialistas afirmam ainda que a felicidade traz benefícios tanto para a saúde física quanto para a mental.

 













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“A pessoa que consegue um estágio de felicidade tem muito mais proteção e estrutura de superação de dificuldades. Até o metabolismo dela melhora”, afirmou o psicólogo Gerson Abarca.

Ele ainda explicou que muitas doenças são psicossomáticas, ou seja, têm fundo emocional. Portanto, as pessoas felizes tendem a adoecer menos.  

A psicóloga Claudia Salles explicou que quando não se alcança o estágio de paz e tranquilidade, a pessoa pode se frustrar e entrar no estágio de autodestruição.

“A tristeza pode ser a base de doenças emocionais como depressão. Além disso, pode desencadear doenças psicossomáticas. Ao nos tornarmos mais felizes, reforçamos nossos sentimentos de autoconfiança e autoestima.”


Saiba mais


Pesquisa

  • Um estudo com 17 mil participantes de 13 países europeus, acima de 50 anos, apontou a faixa etária de 30 a 34 anos como a época na qual as pessoas dizem ser mais felizes na vida.
  •  A principal explicação
  •  É de que as mudanças pessoais, profissionais e familiares, iniciadas com 20 anos, atingem a estabilidade dos 30 aos 34 anos.
  •  Os participantes tiveram de fazer uma revisão histórica do passado e foram questionados sobre quando foram mais felizes. 
  • A pesquisa foi publicada em setembro deste ano, pelo repositório científico Springer Social Indicators Research.
  • A pesquisa pretende avaliar os resultados para propor soluções para melhorar a qualidade de vida da população com idade avançada.

Fonte: Springer Social Indicators

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