Em uma ação integrada, quinze projetos ambientais patrocinados pela Petrobras plantaram cerca de 4.500 mudas em várias regiões do país, nesta quarta-feira (17). O plantio fez parte de uma ação coletiva para lembrar o dia de Proteção às Florestas. Ao todo foram plantadas mais de 60 espécies, algumas em extinção, em biomas como mata atlântica, Amazônia e Caatinga. As espécies apresentam funções medicinais, de alimentação ou de equilíbrio climático do solo.
Somente no Espírito Santo, o Projeto Uruçu Capixaba promoveu o reflorestamento de áreas de Mata Atlântica em Domingos Martins, com o plantio de 150 mudas de espécies originais do bioma, como cedro-rosa, jacarandá-da-bahia, palmito-juçara, braúna e pau-brasil.
O Projeto Uruçu Capixaba tem como objetivo proporcionar medidas integradas de restauração florestal que irão permitir traçar estratégias de conservação das abelhas nativas, com destaque para a Melipona capixaba. Essa espécie de abelha sem ferrão, endêmica da Mata Atlântica na região serrana do Espírito Santo, é popularmente conhecida como “uruçu negra”, “uruçu preta” ou “uruçu-capixaba”. Considerada uma excelente polinizadora, a espécie é a única abelha social incluída na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. O nome comum uruçu vem do idioma tupi “eiru su”, que na língua indígena significa “grande abelha”.
A ação envolveu crianças, jovens, pessoas com deficiência, comunidades tradicionais e povos indígenas no reforço à importância de preservar as florestas para regulação do clima e manutenção da vida no planeta. A ideia é aproximar as pessoas e a natureza, disseminando conhecimentos sobre a necessidade de recuperação e preservação dos recursos para gerações futuras, além da utilização das plantas em várias atividades humanas como a alimentação, o uso medicinal, a produção de cosméticos, entre outros. Na cultura popular, o dia 17 de julho também é considerado o Dia do Curupira, o “protetor das florestas”.