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"INFESTAÇÃO DE CUPINS"

Piso de escola onde professora caiu em Vitória foi danificado por cupins, diz Crea

Vítima caiu do segundo para o primeiro andar após parte do piso desabar

Equipe do Crea-ES realizou vistoria
Foto de perfil de Nathália Cantarela

Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) realizou uma vistoria para identificar as causas do desabamento de parte do piso em uma sala de aula do Centro Educacional Primeiro Mundo, localizado no bairro Santa Lúcia, em Vitória.

O desabamento provocou a queda de uma professora, que precisou ser internada após cair do segundo para o primeiro andar de um dos prédios da unidade. Segundo o Crea, a ação de cupins foi a principal causa para a queda do piso.

Em nota, o Conselho afirmou que houve “a deterioração da estrutura do painel wall do mezanino, resultado da ação de cupins na camada de madeira que constitui a placa do sistema construtivo”. 

A vistoria técnica foi realizada nesta sexta-feira (19). “As equipes detectaram a presença de insetos no mezanino e a desintegração de partes da peça de madeira do painel, causada pela infestação de cupins que fragilizou, danificou e afetou a estabilidade do material, culminando no desabamento da estrutura”, detalha a nota.

O engenheiro Giuliano Battisti explicou que o material do mezanino é composto, em partes, de madeira, e, durante a construção, é necessário se atentar para aspectos como tratamento anticupim e resistência ao fogo desse material. 

RECOMENDAÇÕES

Após vistoria, o Crea-ES recomendou aos proprietários da escola que providenciem a elaboração de um laudo técnico comprovando a estabilidade, a salubridade e a habitabilidade do imóvel. Orientou também o isolamento de todos os ambientes nos quais o mesmo mezanino foi utilizado até que os devidos reparos e substituições sejam realizados.

“Nossas equipes instruíram à escola para que sejam realizadas vistoria e perícia em todos os ambientes, com substituição, inclusive, de toda a estrutura feita com o mesmo método construtivo. Aconselhamos, ainda, que todas as placas sejam substituídas por materiais que atendam às normas técnicas aplicáveis”, disse o presidente do Conselho, engenheiro Jorge Silva.

Veja fotos e vídeo da vistoria realizada na escola:















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