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Placa Mercosul terá mudança em 2022 por pressão de fabricantes

Detrans também pressionam há meses modificações no sistema de identificação veicular

Última atualização

A Placa da Mercosul deve ter mudanças em 2022 após pressão de fabricantes de placas veiculares e Departamentos de Trânsito (Detran).

Em uma consulta pública realizada pelo Ministério da Infraestrutura, encerrada na última quinta-feira (17), a maior parte das 305 sugestões reivindica alterações como iniciativas contra fraudes e clonagens, ações para reduzir os preços ao consumidor e o retorno da identificação de município e Estado nas chapas.

A previsão é que parte dos pedidos sejam atendidos pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) até o segundo semestre deste ano. 

De acordo com Ivanio Inácio da Silva, presidente da Afaplacas-MT (Associação dos fabricantes de placas do Estado do Mato Grosso), a discussão chegou a um ponto decisivo. “A secretaria tem em mãos diversos documentos que comprovam o aumento das fraudes e outros problemas envolvendo a simplificação da placa Mercosul. Acredito que, depois de ouvir todos os segmentos envolvidos, até a metade do ano, a Senatran traga mudanças positivas”, opina.

O que diz o Governo Federal

Conforme informações do Ministério da Infraestrutura, a realização da consulta pública ocorreu para receber contribuições da sociedade civil. A ideia é revisar e consolidar atos normativos em um único documento, conforme previsto no Decreto 10.139/2019.

No entanto, segundo órgão não há como se falar em qualquer tipo de mudança na placa Mercosul neste momento. “A minuta foi submetida à consulta para atender o pilar de participação social na elaboração dos normativos de trânsito. Após analisar as sugestões da sociedade, um documento consolidado será elaborado para discussão no Conselho Nacional de Trânsito (Contran)”, afirmou a pasta. 

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