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Polícia investiga origem de veneno para caramujo aplicado na Mata da Praia

Material tóxico foi encontrado em alameda na Mata da Praia. Polícia Científica diz que substância tem efeito anticoagulante

Veneno foi recolhido na Mata da Praia pela Polícia Científica para ser analisado após denúncia de moradores
Foto de perfil de Vitor Simões

Vitor Simões

Vitor Simões é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, com experiência em assessoria de imprensa, produção de reportagens, cobertura de eventos e edição de conteúdo para portais online. Também atua na criação de conteúdo para mídias sociais e possui experiência em rádio.

Última atualização


A Polícia Civil investiga a origem do material tóxico encontrado na Mata da Praia, em Vitória, utilizado como veneno contra caramujos. A descoberta chamou atenção e vem preocupando moradores do bairro.

A substância em questão é comum nos raticidas e foi localizada em uma praça na alameda Ismael Ribeiro Pereira, na região entre o bairro e Jardim da Penha.

Uma análise toxicológica feita pela Polícia Científica confirmou que o material ainda possui efeito anticoagulante, o que é altamente nocivo, tanto para pessoas quanto para animais domésticos.

A médica veterinária Larissa Diefenthaeler ressalta que as substâncias químicas podem ter formas de “iscas” para atrair os roedores e correm o risco de atrair os animais de estimação.

Segundo o coordenador do Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), delegado Leandro Piquet, o material, deixado em local de grande circulação, pode gerar consequências.

“Pelo que consultei com especialistas, se uma criança botar a mão e colocar no olho em seguida pode gerar irritabilidade, pode ter reações na pele, mas em regra é essa questão da ingestão que afeta mais”, afirmou o delegado.

Os moradores informaram que a substância estava distribuída na via de calçamento da alameda, nas laterais, perto dos postes e dos coqueiros. Essa característica, segundo o delegado, dá a entender que o material foi colocado lá.

Caso seja comprovada a suspeita, a pessoa identificada poderá responder criminalmente. “Ela é passível de responder por crimes ambientais e contra a saúde pública”, ressaltou.

A presidente da Associação de Moradores de Mata da Praia, Maria Lúcia Delatorre, mora há mais de 40 anos no bairro e há mais de 20 participa da diretoria da associação. Ela ressalta que foi um caso que nunca ocorreu antes.

“Foi um fato isolado e ninguém sabe quem espalhou. Nos preocupou muito na semana do acontecido, o pessoal ficou muito preocupado e procurou mais vestígios, só que, ainda bem, não localizaram mais nenhum”, relatou.

Por nota, a Prefeitura de Vitória admite que trabalha no controle de caramujos nos canteiros e jardins da cidade com produtos licenciados pela Anvisa. Esclarece que o serviço não utiliza as marcas do produto encontrado.

Entenda

Material contém substância tóxica

Riscos

18 de Março foi quando os moradores da Mata da Praia encontraram o veneno.

A Polícia Civil confirmou em investigação que o material se trata de um raticida altamente tóxico.

A substância é capaz de causar hemorragias graves, intoxicação e até morte em animais e seres humanos.

O material estava distribuído na alameda Ismael Ribeiro Pereira.

Nenhum animal ou humano foi afetado pela substância na região.

Há suspeita da Polícia Civil de que a substância tenha sido colocada propositalmente no local.

Consequências

O responsável pode responder por crimes ambientais e contra a saúde pública.

Caso houvesse ingestão por parte animais ou crianças, o suspeito poderia responder pelos crimes de maus-tratos, lesões corporais ou por homicídio com dolo eventual.

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