
Por lá, estruturas de aço estão enferrujadas, quebradas e expostas, além de concretos em pedaços e deteriorados. Isso sem contar com as árvores que crescem e comprometem a ponte, além das falhas nas juntas de dilatação. E o pior: especialistas já apontaram a necessidade urgente de reparos, só que nada foi feito até o momento, o que faz o risco aumentar a cada dia.
Para o engenheiro e especialista em processo corrosivo, Eduardo Agostinho, a demora em resolver o problema faz a situação ficar cada vez mais séria. Isso porque, segundo o engenheiro, a corrosão fragiliza a estrutura e, com a falta de manutenção, ela passa a aguentar menos peso, podendo ruir.

Um laudo assinado por engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e da Associação Brasileira de Engenheiros Civis concluiu que a Segunda Ponte tem condições físicas preocupantes, principalmente por falhas de manutenção.
Em dezembro de 2017, os profissionais encaminharam aos órgãos responsáveis pela ponte um documento recomendando obras urgentes. “Alertamos para a imediata atenção que merece ser dada a esta estrutura no que tange à recuperação estrutural”, diz o documento.
A ponte é administrada por dois órgãos: o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES).

Já no dia 24 de outubro, o alvo foi a estrutura em estado precário, principalmente nos pilares de sustentação.