Excesso de trabalho, rotina intensa de estudos e utilização de aparelhos eletrônicos, como celular, são alguns motivos que estão levando os brasileiros a dormir cada vez menos.
De acordo com a Associação Brasileira do Sono (ABS), a média de sono da população durante a semana, no ano passado, foi de 6 horas e 24 minutos – 12 minutos a menos do que em relação a 2018.
Os dados da pesquisa, colhidos durante a Semana do Sono de 2018 e 2019, revelaram que 60,4% da população no País teve problemas para dormir, no ano passado.
As principais queixas em relação aos tipos de problemas de sono relatados pela população foram acordar durante a noite, cansaço ao despertar, dificuldade para iniciar o sono, ronco, acordar cedo e sonolência excessiva diurna.
Em relação às atividades realizadas na hora que antecede ao início do sono – a chamada “higiene do sono” – a utilização de aparelho eletrônico segue em primeiro lugar entre os adolescentes, com 94%, e adultos (de 20 a 64 anos), com 64,9%, enquanto entre os idosos (acima de 64 anos) prevalece a rotina de assistir televisão, com 68,7%.

“O que temos de histórico, através de pesquisas, é que a vida moderna, as demandas do trabalho e a velocidade com que recebemos informações estão frenéticas, fazendo com que nosso cérebro esteja acelerado”, disse a neurologista.
Para a médica, a qualidade de vida do paciente é afetada quando não dorme bem.
“Enquanto dormimos, nosso organismo realiza funções importantes, como fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios, consolidação da memória, entre outras. Porém, a falta de tempo de descanso prejudica o desempenho dessas funções”, alerta.
O primeiro passo para melhorar a qualidade do sono é respeitar o tempo de descanso, conforme a idade. “Nosso organismo precisa se refazer para suportar as demandas do dia seguinte”, afirma Andrea.
“Rotina cansativa me tira o sono”

“Minha vida é trabalhar e estudar. É uma rotina cansativa. Em vez de me dar, isso me tira o sono. São problemas da vida que a gente tem que lidar. Mas eu não busco ajuda médica porque não vejo necessidade”, contou Bruno.
Ler livros, ouvir música para relaxar e ficar deitado longe do celular antes de dormir são algumas das coisas que o contador costuma fazer para conseguir dormir no horário adequado.
“Às vezes funciona, outras vezes, não. No fim, só consigo dormir bem mesmo nas férias”, admite.
Saiba Mais
Problemas do sono
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Segundo a Associação Brasileira do Sono, 45% dos brasileiros relatam algum problema de sono. Esse número, porém, pode chegar a atingir mais de 80% da população, dependendo do tempo e da abrangência das queixas.
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As principais queixas em relação aos tipos de problemas de sono relatados pela população foram: acordar durante a noite (50,1%), acordar sentindo cansaço (48%), dificuldade para iniciar o sono (44,6%), roncar (38,5%), acordar muito cedo (35,3%), e sonolência excessiva durante o dia (26%).
Higiene do sono
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Nas atividades realizadas na hora que antecede o início do sono – a chamada “higiene do sono” –, a utilização de aparelho eletrônico segue em primeiro lugar entre 94% dos adolescentes e 64,9% dos adultos (de 20 a 64 anos). Assistir televisão prevalece entre 68,7% dos idosos (acima de 64 anos).
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Os distúrbios mais comuns são insônia (cerca de 35% da população) e apneia obstrutiva do sono (de 33 a 35% da população brasileira).
Consequências
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Além de afetar o desempenho intelectual, o humor, a memória e o controle do peso corporal, a insuficiência de sono pode reduzir a imunidade e aumentar o risco de doenças como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e depressão.
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A falta de um sono regulado pode causar: distração, problemas de memória, cansaço durante o dia, irritabilidade e mau humor.
Como dormir bem
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Evite muita luz à noite. É legal que no quarto haja um abajur para não precisar usar a luz direta.
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Não faça contas na cama para o cérebro não associar o ambiente com preocupações.
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Não fique no celular ou tablet. Apesar de terem sistemas de luz noturna, o problema da distração atrapalha bastante.
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O banho deve ser morno porque, se for quente, estimulará o organismo.
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A última refeição deve ser, pelo menos, duas horas antes de dormir. Se for um lanche leve, 20 minutos.
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Evite comidas pesadas e muito gordurosas no período noturno porque o risco de azia é maior e a digestão fica mais lenta.
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Evite bebidas com cafeína ou estimulantes próximos à hora de dormir, além de medicações que têm como efeito colateral a insônia.
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realize atividades físicas regularmente. De preferência pela manhã, ao ar livre.
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Os pequenos barulhos são bons para o sono – tipo sons de ar-condicionado, chuva e ventilador. Existem até aplicativos que podem colocar o som no quarto para funcionar com o barulho preferido.
Fonte: Especialistas consultados e Associação Brasileira do Sono.
