A Prefeitura de Vitória informou que providenciou atendimento psicológico para o aluno de 12 anos que teve o tornozelo amarrado a uma cadeira pelo professor em uma escola da rede municipal de ensino.
Em vídeo, a secretária de Educação informou que a pasta teve conhecimento do ocorrido na segunda-feira (14) e tomou providencias imediatamente.
“A Prefeitura de Vitória e a Secretaria de Educação repudiam todo e qualquer tipo de violência contra criança e adolescente. A secretaria tomou conhecimento na segunda-feira e, imediatamente, enviou uma equipe até a escola para averiguar o que estava acontecendo, junto com uma outra equipe da corregedoria. De imediato, abrimos o processo em relação ao afastamento cautelar do professor”, disse Juliana Rohsner.
A secretária disse que o caso é investigado pela Polícia Civil. “Agora, será acompanhado pela corregedoria e pela Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente a quem informamos de forma voluntária. Cabe a eles agora analisar e julgar os fatos. Foi um fato isolado, que não representa o trabalho da escola, dos professores da rede e não representa o trabalho da Secretaria de Educação”, disse.
Juliana informou ainda que está prestando assistência ao aluno e sua família. “Tivemos um atendimento com a família, indicamos atendimento psicológico para que pudesse ajudar a passar por esse momento e estamos à disposição para essa criança”, afirmou.
Defesa de professor alega depressão
O professor que foi afastado após ser acusado de amarrar o tornozelo de uma criança na cadeira alega que está em depressão. O advogado do professor, Ugo Fleming, comentou que ele atua em sala de aula há 25 anos e que nunca havia tido outras ocorrências parecidas.
“Ele é um professor acolhedor, sempre está disposto a escutar a necessidade dos alunos. Neste período, ele nunca apresentou nenhum relato parecido. Ao longo dos últimos anos, ele perdeu 3 irmãos e atualmente dedica atenção a outro irmão que tem Síndrome de Down e está em tratamento domiciliar de uma pneumonia aguda. Isso trouxe à tona um quadro de depressão, semelhante ao que ele já havia passado em 2010”, ressaltou Ugo.
Apesar de confirmar que o cliente amarrou o menino, o advogado comentou que o professor não agiu de forma violenta ou com agressão verbal.
O advogado disse ainda que, por conta dessa depressão, o professor entrou com um pedido de afastamento para tratar da saúde mental no início do ano, mas, o pedido foi negado.
Outro lado
Sobre o pedido de afastamento, a secretária de Educação disse que o laudo apresentado pelo professor não informava a depressão como justificativa.
“O servidor apresentou, durante dois momentos, um laudo de hipertensão arterial pedindo trabalho de forma remota. E ele teve esse laudo negado porque não estava dentro da portaria 050/Sesa, que a gente utiliza como parâmetro nas questões de afastamento para trabalho remoto”, disse Juliana Rohsner.
