A movimentação da economia durante as festas de fim de ano em 2020 não será igual aos anos anteriores. É que como medida de prevenção à Covid-19, os eventos, como Réveillon e festas durante o verão, foram cancelados, causando um prejuízo estimado de mais de R$ 200 milhões para os setores de eventos, turismo e para o comércio, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Eventos (Abrape).
“No período que vai do pré-Réveillon até o final de janeiro, nossa estimativa é que mais de R$ 200 milhões deixarão de circular em função da proibição das atividades do setor. As regiões litorâneas do Norte e Sul serão as mais afetadas”, afirma o diretor regional da associação, Pablo Pacheco.
Ele acredita que o cancelamento dos eventos atingirá não só os empresários do ramo, mas também aos trabalhadores formais e informais que atuam em cada festa, bem como os setores de turismo e comércio.
“Os eventos movimentam desde o turismo, com aluguéis de hotéis, pousadas até o comércio. Além disso, há os trabalhadores formais e informais dessas festas, que, pela nossa estimativa, chegam a 20 mil pessoas”, disse.
Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, os prejuízos causados pelo cancelamento das festas devido à pandemia vão além dos
R$ 200 milhões.
“A nossa economia gira em torno dos setores do comércio e do turismo. A meu ver, o prejuízo para ambos vai ultrapassar os R$ 300 milhões, entre dezembro e janeiro”, disse José Lino.
Membro do Conselho Estadual do Turismo pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o empresário Fernando Otávio Campos declara que a preocupação aumenta em Guarapari, pela falta de organização com as casas de aluguel.
“Sem controle de ônibus, vans e imóveis de temporada, o setor hoteleiro pode ter um prejuízo de, aproximadamente, R$ 30 milhões”, estima Fernando.